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Num deu, dei?

7 de December de 2010 11 Comments

Nem percebi que eu fiquei quase 40 dias sem escrever sobre a Lusa. A vida às vezes urge, e pequenos prazeres, como escrever sobre futebol, ficam de lado. De qualquer forma, fui duas vezes ao Canindé, assisti uma vitória e uma derrota, e a Lusa perdeu a volta a Série A.

Pessoal mais ingênuo vai dizer que quase deu. Eu mesma pensei: “Droga, quase deu”. Mas, não “quase deu”. Pode parecer, porque ficamos em quinto, a uma posição do objetivo, mas a verdade é que era uma tragédia anunciada. Bando de mangolão, sem gana e sem respeito.

A Lusa me lembrou que o desfecho dificilmente é diferente do que a lógica aponta, quando perdemos o controle da situação. Quando o que nos traria a recompensa, é o jogo de outro time, ou o gol que não fizemos nos jogos passados.

Comecei este semestre, fazendo manha e brigando com o SPFC, escolhendo a Lusa pra me devolver o amor pelo futebol. Ganhei muito mais. Ganhei tardes de sol, e noites geladas, sozinha no Canindé. Ganhei horas de emoção pura e simples num universo paralelo, sentada no concreto, bebendo coca zero no copo de plástico, escrevendo no moleskine e observando as pessoas.

Ganhei respeito, talvez por espanto, e o direito de responder “desculpe, não posso, tenho jogo na Lusa no Canindé”. Tinha me esquecido de como é bom isso, ter um troço meu. Como é bom criar essas rotinas e idiossincrasias pessoais. E na real, não faz muita diferença pra mim, se a Lusa subiu ou não. Nesse meu primeiro Campeonato Brasileiro como freqüentadora do Canindé, as alegrias e a diversão foram tantas, que não dá pra cobrar mais nada.

Obrigada, mesmo.

O que começou como uma malcriação e brincadeira, virou amor. Aliás, todas as minhas paixões que viraram amor começaram assim, no oba- oba. A Portuguesa não ganhou o campeonato, mas ganhou uma torcedora. Recomendo aos torcedores dos outros times, que visitem o Canindé, lugar onde coisas incríveis acontecem.

Dentro e fora de campo.

Companheiros de estádio: vejo vocês (de longe e em silêncio), no ano que vem.

Reflexos

20 de October de 2010 6 Comments

Bem vindo moço do “mullet” acajú. (Seu post já vem, não se preocupe.)

Temos um novo técnico, e mais uma vez, eu vejo as pessoas animadas.

Tenho um pouco de medo, a Portuguesa não tem sido um time constante, de força e garra. Eles têm bons momentos, mas a coisa desanda bastante rápido, e antes que se possa evitar o tombo.

Não tenho números, mas acho que nos especializamos em perder de virada.

Mas, segue o sonho impossível do G4. Não é provável, mas é possível, e os deuses do futebol adoram dar tapas na cara do “praticamente impossível”. Eu, sigo torcendo. Aliás, muitas vezes eu vejo pessoas por aí comparando o que sentem por seus times, com amor…

Eu entendo a sensação como torcedora, mas me pergunto: quem corresponde? O clube? O craque? Os jogadores? Os dirigentes?

Percebo a identificação e carinho que Ronaldo, Marcos, e Rogério, tem com as torcidas, e me pergunto se é daí que vem o combustível, que alimenta o que nós torcedores sentimos. Ou vem da história do time? Ou do nosso apego as nossas lembranças? As vezes acho que é isso, nossos times são as constantes em nossas vidas: já estão lá quando nascemos, e seguem em frente quando morremos.

Enfim… É público que depois de dramática briga com o SPFC passei a torcer pra Portuguesa. Também é público que eu ainda comemoro gols do tricolor. Acho que é amor demais, por dois times que seguem em frente, aos tapas e beijos com os torcedores.

Vibro e torço ferozmente, pra Portuguesa chegar ao G4, e sair da série B. Não exatamente é algo que vai facilitar minha vida. O Canindé vai ficar mais cheio, e provavelmente eu terei que viver o drama de presenciar um confronto entre meus dois maridos. Eu quero o que é melhor pra eles, não pra mim.

E no fim das contas, desde quando amar é facilitar as coisas? Amar é trocar o mais simples e fácil, pelo prazer de ter o coração quase explodindo na jugular, nos bons e maus momentos.

(Falando em amor, faz anos que eu espero me apaixonar, pra mandar este link com o e-mail mais lindo do mundo. Ainda não mandei, mas divido com vocês. Decidi postar o de melhor qualidade, sem legendas, mas tem a versão legendada em português, com pior qualidade aqui.)

Dos campos, pra vida.

7 de October de 2010 7 Comments

Fica a lição da ficção pra vida, recomendo:

Fico me perguntando como pode um time ser tão esquizofrênico. Sigo achando que a torcida empurra. Ou, acho que a torcida empurra porque gosto/sou parte dela. Não sei bem.

Fabrício, diria meu pai, se trocado por merda, ganharíamos a lata.

Enfim, não fui ao jogo, não escrevi sobre os últimos jogos e desta vez vocês não encontrarão aqui um texto motivacional.

Não adianta nada.
Ninguém do time vai ler, pouco importa.
Não posso mudar nada.

Acho que é assim que vocês jogadores pensam, parece que entrar em campo virou um fardo. Já adianto que vocês são sim a diferença, que é um fardo maior ainda assistir vocês parados em campo, e que outras safras de atletas virão. Se a coisa continuar assim, vocês ficarão esquecidos, só mais alguns nomes que ninguém além do Google vai lembrar.

É uma pena. A oportunidade de mostrar alguma grandiosidade está aí, e ninguém se mexe. Aí alguém vai dizer que a Lusa não é um time grande, e que não pode ser comparada aos competidores da Série A. Mas o que é a grandiosidade de um time, senão o espírito guerreiro do grupo de atletas que luta por ele, e o amor da torcida? O Futebol está cheio de histórias de vitórias improváveis.

A vida vale bem pouco se a gente não encara os desafios, se a gente se encosta no primeiro (ou segundo) barranco que encontra. As desculpas que surgem, pra irregularidade da Portuguesa são bullshitagem pura e simples. Esporte é assim, uma vez superada a dificuldade, o recorde vira padrão. Dá pra fazer, já foi feito, espera-se que seja repetido e superado. O até então improvável, vira parâmetro e medida.

Acho vocês (jogadores), uns merdas. Homens fracos que tiveram a sorte de saber jogar bola. Aqui no mundo real, onde sobreviver significa matar um leão por dia, vocês com essa fragilidade toda não durariam uma semana.

Nem digo pra reagirem, ou acordarem. Espero apenas que vocês não durem muito, e que logo a Lusa encontre jogadores dispostos a jogar.

Era assim que começava o texto sobre a Lusa que eu comecei e não terminei:
“Fica bastante fácil, agora, dizer o quanto a Lusa é incrível e o quanto eu sigo feliz, orgulhosa e esperançosa de que voltaremos a série A. Posso dizer que sexta feira, depois do primeiro gol, eu invejei as pessoas que foram ao Canindé como poucas vezes na vida eu invejei alguém. Recompensados foram os fortes e bravos que mesmo com o tempo ruim, a noite de sexta feira oferecendo um mundo de opções, foram torcer.”

Não terminei e voltamos pro mundo maravilhoso da incerteza. Não se sabe ao certo se subiremos. A menos que Al Pacino substitua Vadão e Oliver Stone vire dirigente, começo a duvidar um pouco.

A gente estancou de repente, ou foi o mundo então que cresceu?

22 de September de 2010 27 Comments

Hoje esta são paulina, lusa, metida a amante do futebol vai torcer pelo Corinthians. Na verdade não pelo Corinthians, pro Neymar se foder.

Se ele não se foder, eu me dei mal e ele está certo? Não.

Ele vai se foder, é questão de tempo, é o jeitinho do Mundo. Escrotizou, você paga. É bad karma? É Deus? É a justiça? Não, é a lógica. O tempo passa, o corpo cansa, outro super talento chega, e o que te resta é a sua carreira e seus acertos. O HOMEM que você foi.

O conjunto da Obra. As pessoas que lembram do teu melhor. Caráter, sempre o caráter.

Parabéns à diretoria do Santos, por enterrar temporariamente a chance, de ser qualquer coisa além do time do Pelé.

Neymar, gato, por ora o que você deu ao mundo foi fruto do talento. Você nasceu com esse dom, nada além. Nada além do dado. É como se você tivesse uma garganta profunda e peitinhos empinados. Nada foi construído. Ainda não.

Futebol é um jogo de equipe: 11 jogadores em campo, mais a comissão técnica. Sim, a comissão técnica. É quem dá um “cala boca moleque”, “engole o choro”, “levanta e joga”, quando a palhaçada se forma entre os 11. É quem age quando os 11 em campo são insuficientes. Quando falta, além do talento individual e técnica, a cabeça fria e o juízo. A torcida, é o coração. Os “Leões da Fabulosa”.

Gente que de vez em quando vê a lógica subvertida, e todos os acertos que levaram áquele momento, contrariados. E perdemos, mesmo fazendo tudo certo. Ou ganhamos, mas com uma mão esperta. Dentro de campo é assim. No mundo fora de campo, nem tanto.

Quase escrevi um texto sobre a derrota da Portuguesa no penúltimo jogo, mas resolvi esperar o jogo de ontem, da Lusa, em casa. Ganhamos.

Os 11 em campo tiveram raça? Não. O banco foi o cérebro e a razão? Não.

Mas putaquepariu como o coração dos nossos leões empurra. Torcem, e mandam o vira-bosta do Fabrício acordar. Parece faltar agilidade de decisão do técnico. Falta elenco, falta grana e falta presença numérica de torcedores (por ora). Mas os torcedores que aparecem…

Amigos, a Lusa segue com um tapa e um afago, fazendo o que pode com aquilo que tem. A Lusa enquanto entidade imaterial, os jogadores poderiam MUITO mais. E vamos aos trancos, brigando pela série A.

Queria ter ido ao Canindé mas tive um pequeno acidente com a esteira, e manco. Mancamos e seguimos, como não nos amar?

Ah sim, o gol de bunda, just for fun…

Lusa de todos os santos

30 de August de 2010 8 Comments


Desgraça, tragédia, amor, vingança.

Quanto do teu sal são lágrimas de Portugal?

Canindé chorou, e como chorou. Gritou e perdeu. Perdemos.

O placar de 4 a 2 pro Bahia pode te fazer concluir que foi uma goleada, mas a minha verdade é que quase deu.

Sábado de sol com efeitos requintados de fumaça e luz, Canindé muito mais cheio que na primeira noite em que lá estive, crianças e senhoras bem postas.

A Lusa empolgava e o placar apontou, 1 a 0. O ar sinalizava que algo não estava certo, e ilusão e euforia não duraram muito. Logo em seguida, numa bobeada, veio o empate do Bahia. Pior, falta na área, penalti e expulsão do babaca que estragou tudo, 2 a 1 pro Bahia. Fodeu. A atmosfera estranha virou infernal: 3 a 1 pro Bahia, numa cochilada feia da nossa defesa.

A arquibancada furiosa empurrou o time e veio o segundo gol, esperança. Nesse momento o empate era vitória na minha cabeça. Na verdade, numa fantasia de escritora apaixonada, cheguei a imaginar que incrível seria uma virada. Nem tive tempo de acabar mentalmente o parágrafo glorioso. QUATRO a 2 pro Bahia. Canindé tomado por fúria e indignação.

E eu sabia. O 11 deles passou o jogo todo guardando caixão na nossa área, filho da p%*#. Impagáveis os gritos dos senhores portugueses atrás de mim, comentando o desempenho do 4, “Este gajo não tem cabeça para nada!”. Gajos da nossa defesa, realmente não serviram pra nada.

Saco, viu. Queria muito mesmo que a Lusa salvasse minha vida, mas não deu. Tive que salvar, eu mesma, minha vida no bar. De qualquer maneira, foi um sábado de divertimento louco, com a ilustre narração e comentários de @luizthunderbird. Gritei coisas que certamente vão contra o Código do Torcedor (é isso que chama?).

Mesmo derrotados, por culpa do lento do 50 (parece que joga com o queixo colado no peito, não enxerga nada), do boca aberta do 4 (que eu já odiava no outro jogo), e o pilantra do 11 do Bahia, sigo entusiasmada por essa nova vivência de futebol e meu amor pela Portuguesa segue inabalável. Percebi o quanto isso saiu do controle, quando odiei ferozmente os torcedores do Bahia gritando “o Canindé é nosso”, não fosse o Luiz, tinha ido lá tomar o Canindé deles.

Mas tudo bem, tenho um plano. Vou negociar com o Milan pra arrumar uns jogadores, farei brownies e ajudarei a Lusa a pagar. Acho que se fechar o time todo, consigo um desconto. Enquanto isso, favor incluírem o Dodô em suas preces noturnas, “queridão” faz falta mesmo com 104 anos.

Sobre o SPFC e o empate com o Fluminense: Tá pensando que o tricolor é bagunça? Né bagunça não, e quase ganhou. \o/ Chupa Washington mangolão. Precisamos mesmo de técnico? Se pá, hein…

Boralá?

27 de August de 2010 2 Comments

Tô enrolando faz 2 dias pra escrever.

Farta de tudo relacionado a escrituras, e pensamentos espirais inspirados.

Quase deletei o blog duas vezes, comecei a organizar as tais categorias dos posts pra ver se me animava, não animei. Mas também não deletei. Porque tudo tá meio sem graça, e sem vida (duas coisas bem distintas). Não sei se eu sou talentosa ou verborrágica, não sei se alguém se interessa pelo que eu acho sobre o calor, frio, SPFC, Portuguesa. Tô achando que não. É isso ou eu sou desinteressante. prefiro achar que escrevo mal.

Enfim. O SPFC não ganhou, e eu não tenho que contradizer o post anterior. Embora adoraria ter que fazer, escrevi pra fazer, pra no dia seguinte me auto avacalhar e dizer que somos grandes e lindos e o pior já passou. Não deu.

São Paulo tá me lembrando meu primeiro colegial em que depois de anos de média 5, eu repeti de ano.

Fiquei estupefata, chocada mesmo. Como assim, EU tinha repetido? Eu, que tinha média 5 por pura preguiça. Eu, que tirava 10 em uma das provas bimestrais, e perdia uma pra ir namoricar. Foi o ano em que eu descobri o sexo, e aprendi que esperteza não dá jeito em tudo. E que mocinhas lindas e inteligentíssimas às vezes perdem pro sistema. Porque o 10 que eu precisava não veio, e eu perdi um ano no primeiro colegial(reloaded).

Canindé amanhã. Precisamos (Lusa) do resultado. Eu preciso que o dia, e o jogo sejam incríveis. Que eu encontre pessoas que pelo menos pareçam se entusiasmar com o jogo e a vida. A vida que tá um cu, a Lusa que tá na segunda divisão fora do G4, e o Canindé que vai estar infernal se o calor e o ar seco não melhorarem.

Tá. Eu tô fazendo draminha e pedindo atenção. Pra mim e pra Lusa. Eu não sou tudo isso que vocês imaginam. Sou gorducha, ando pela vida sem salto, falo palavrões demais, bebo demais, e tô beirando os 30. Mas preciso que o dia amanhã dê certo, boralá? No Canindé?

Precisamos de vocês. Futebol o ópio do povo, my ass. Meu ópio, minha fuga, minha risada debochada, meus palavrões fora de hora, meu amor improvável e inexplicável pelo SPFC e a Lusa. Preciso da Lusa. E pra Lusa ganhar vocês têm que torcer.

CAMPANHA VÁ AO CANINDÉ E ME FAÇA SORRIR- não porque você tem fantasias sexuais com a minha pessoa. Porque é divertido, porque vai ser bacana se for todo mundo torcer. Vamos?

Nem título tem

23 de August de 2010 4 Comments

Amanheço nesta segunda feira como uma torcedora duplamente derrotada. SPFC e Lusa, derrotados desde a última vez em que conversamos. Nossos adversários? Corinthians e Ponte Preta.

Mas passa muito longe de mim qualquer pretensão de analisar qualquer coisa. Até porque, não entendo de futebol. Devia ter ido ao Canindé mas medrei, pura e simplesmente. Minha impressão pelo rádio, é de que tirando alguns lances de brilho individual, e bobeadas do adversário, a Lusa simplesmente se segurou como pôde. A Ponte conseguiu marcar e venceu por 1 gol de diferença. É justo, acontece, nos recuperaremos. Não tenho a menor dúvida de que voltaremos ao G4, e sairemos da segunda divisão. E eu voltarei ao Canindé.

Ah, o SPFC. Ah, a diretoria. Ah, o Baresi. Ah, minha paciência.

Massacre. Vergonha, malcriação, desequilíbrio e declarações, que só não são surpreendentes porque da diretoria do SP saem as mais estapafúrdias frases e decisões. Eu na minha inocência, achei que era preciso um técnico pra dirigir um time, nossos cartolas acharam mais fácil desandar o angu sem técnico. E sem pressa, pra que pressa? Tudo fodido mesmo.

Descobri que entre o campo da Chácara Floresta e o Morumbi, o SPFC foi dono do Canindé. Usado como sede social e campo de treinos. Aparentemente era um estádio pequeno demais pra um time tão grande. Parece que a mentalidade de “tão grande” segue na diretoria, que depois da partida, declarou que o SPFC não vai ser rebaixado porque time grande não cai. Sei. Continuar assim ano que vem continuarei acompanhando séries A e B. Com inversão de papéis.

O SPFC não cai porque é grande, não perde a perde a Copa de 2014 porque é rico, não precisa ter pressa ou técnico porque foi só um sequência de azar, não compra jogador porque forma nas categorias de base, só perdeu porque a bola não entrou. Ás vezes eu me pergunto pra quê o FC (FUTEBOL CLUBE) no nome, o SPFC não precisa nem jogar bola, ou ganhar. Tão lá no uniforme, as estrelas bordadas, já vencemos muito e já construímos um grande clube. Resta saber até quando poderemos viver das glórias do passado.

Parabéns aos corinthianos, nossos algozes. Têm que massacrar mesmo, têm que fazer piada mesmo e e rir da comédia que foi nosso desempenho no Pacaembu. Acho difícil, mas que pelo menos fora dos holofotes, alguém tenha aprendido uma lição. Caso não tenham, recomendo pensarem em trocar temporariamente de estádio com a Lusa, cabe menos gente e o vexame vai ser menor.


Imagens da construção do Morumbi, melhor começar a pensar em desmontar e começar do zero…

SOS Ronaldo

17 de August de 2010 6 Comments

Pensei muito esse final de semana e conversando com entendidos, cheguei às seguintes sugestões pra resolver o impasse da volta do Ronaldo. Porque, vamos ser sinceros, tá gordo bixô!

1- Gordinho café-com-leite: Encarando a bucha de frente, até porque de perfil piora, o cara tá quase passando o Slim Fausto, não existe possibilidade de competir ou tentar arrancadas pro gol adversário. Quando ele enima o povo ainda derruba? Cadê o fair play? Cadê a justiça? Cadê a #trollagemdobem? Fair play é proibir os outros jogadores de atrapalharem o gordinho, dar 5 segundos de dianteira e eliminar o impedimento. Ronaldo agora não estará mais impedido. A zaga do adversário não pode ficar a menos de 2 metros do craque e ele tem 2 chances de acertar o gol. Achoo justo, acho digno, acho camarada.

2- Cada coisa em seu lugar: Homem de talento e genialidade, capacidade de recuperação, volta por cima, dignidade e hombridade. Ronaldo nunca foi homem de negar os fatos, desconversar talvez, risinhos constrangidos, mas não de negar. Pessoal do Corinthians devia colocar o Ronaldo no lugar que ele merece, velha guarda, garoto propaganda ou destaque da Gaviões no carnaval.

3- Ronaldo, gato, sei que te pagam bem mas não acho que ser garoto propaganda da Claro faz bem pra TUA imagem. Travestis, Cicarelli, revista Caras, nada te afetou, mas defender a Claro? Têm que ver isso aí.

Ó, não sou de fazer coraçõezinhos, mas se fizesse, um ia pra vc.

<333333333

Não sou do Corinthians mas mexeu com gordinho comedores de churrasco e bebedores de cerveja, mexeu comigo.

Segue exemplo de que a coisa equilibra quando ele encara alguém do tamanho dele:

NÃO ME PROCESSE

Mea culpa

17 de August de 2010 8 Comments

Eu perdi o jogo da Lusa no sábado, e a Lusa perdeu.

Não só o jogo, esqueci do aniversário de 90 anos no sábado.

Se vale de atenuante, também não vi o empate do SPFC no domingo.

Traidora, negligente, beberrona e descuidada. Tudo verdade. Não tava na frente da TV pra impedir o pior, e o pior aconteceu. De qualquer forma, vai ficar tudo bem. Confio em vocês, rapazes (médio).

Muita gente anda brigando comigo por causa dessa história da Portuguesa. Parece que eu tenho que ignorar e esquecer completamente o SPFC e assumir a Lusa, ou negar o novo time e torcer pro antigo me aceitar de volta. Engraçado isso.

As pessoas com quem eu converso, na maioria homens, não admitem a possibilidade de atualmente dois times me interessarem e despertarem crises de choro, ódio e taquicardia. Parece que é incompatível com minha adoração pelo futebol ou minha condição humana. Sinto informar que do mesmo modo que vocês admitem amar mais de uma mulher ao mesmo tempo, eu sou sim capaz de amar a Portuguesa e o São Paulo ao mesmo tempo. Acredito que essa reviravolta no meu coração e o prazer que a Lusa me trouxe, me fizeram voltar a assistir os jogos do SPFC com amor e devoção.

Estava meio farta e com a nítida sensação que o SPFC está se tornando uma outra coisa, um projeto da diretoria de criar uma máquina de dinheiro, cagando pro MEU amor. Tenho uma teoria, de que o Juvenal Juvêncio tem uma plano a longo prazo de transformar o SPFC no time mais odiado do mundo. Triste isso.

Enfim, eu sei que não é a mesma coisa, que parece absurdo, que time é coisa séria e que muita gente vai xilicar, mas tô mesmo torcendo pra dois times. E aguardo convites pra botecagens, jogos ao vivo e participações especiais em eventos relacionados aos dois times. Entenderam? Dos dois times.

É muito amor gente, amor DEMAIS. Como lidar?

Capítulo anterior aqui!

O despertar de uma era

11 de August de 2010 17 Comments

Ninguém torce contra a Lusa. No máximo algumas pessoas implicam com a Lusa, pra aborrecer algum torcedor. Mas odiar mesmo? Não acho possível. A Lusa é o elo perdido entre o rádio AM, e as festas bacanas que eu fui no bar vip do Cícero Pompeu de Toledo. São as crianças tentando enxergar, e os pais, avós e solitários em geral. Sem oba-oba e sem pretensão.

2 a zero. Terceira vitória da Portuguesa por 2 gols de diferença. Talvez eu dê (mesmo), sorte. Talvez tenha tido só a sorte de entrar neste barco na hora certa. Talvez eu seja a “garota” mais legal que vocês não conhecem.

Entre ameaças, alertas, teorias apocalípticas e minha total incompetência e desconhecimento da outra Marginal (a Tietê), resolvi ir sozinha ao jogo de ontem, da Lusa, no Canindé.

Me lembrem de conseguir carona pra poder beber antes, durante e depois. Me lembrem de falar com o ruivo que também sentou sozinho. Me lembrem de perguntar não só como ir, mas como voltar. Me lembrem de ir de luvas, polainas e menos feiosa. Me lembrem de estacionar de ré, pra facilitar na hora de sair. Me lembrem de voltar, sempre. Sempre que a vontade de apontar culpados, e condicionar meu amor a qualquer resultado aparecerem.

Acho que decidi que no próximo jogo, que assistir sozinha, vou fumar. Não me pergunte porque. Porque é um bom lugar prá pensar e o Marlboro fez falta.

Sobre o jogo, achei o número 4 meio distraído demais. Achei que o Dodô é mesmo bom. Não achei e sigo sem: um muso. Como são paulina (em stand by ou suspensão), foi bastante simples e natural torcer contra o time de preto e branco (um tal de ASA).

Tinha um vendedor de sorvetes, num frio tão escroto que eu acho que desenvolvi bruxismo. “Olha o Guaraná e o chá”, deveria ser trocado por: “Olha o whisky e melagrião”. Tocou “Basket Case” do Green day, White Stripes e Franz Ferdinand. \o/ Divertido.

“OK, pra você não se apertar em nada, algumas dicas. Ah, e só não te levo porque acho legal, mesmo, você ir sozinha. Vai ser uma experiência nova e bacana e inesquecível e marcante e sexual.”

Recebi instruções claras e eficazes sobre como/quando/onde/ o que fazer. Ineficiente é a minha dislexia. A coisa toda foi um tesão. Mágica foi a Lusa.

Nós moças arteiras, às vezes esquecemos (sem querer), coisas na casa dos moços pra garantir uma segunda visita. “Esqueci” de comer o bolinho de bacalhau logo, a saga continua.

Pra quem não leu, capítulos anteriores
O meu, o seu e o nosso
Primeiro encontro
Vice líder