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Vou explicar devagarinho, com amor e jeitinho pra não assustar

14 de April de 2011 35 Comments

Bem sinceramente, não acho o tal do Perrone má pessoa. Acho ele equivocado e inapto, principalmente pra tratar de um assunto como homossexualidade. Nesses casos, vale a regra de que em boca fechada não entra mosca. Acho também que escreve mal. Mas grandes merdas eu achar qualquer coisa, né? Não sou público alvo dele, não é pra gente como eu que ele escreve, dane-se o que eu penso.

Gostaria de salientar que a internet, essa linda, não é como as publicações escritas em que o perfil dos leitores até pode servir de argumento de linha editorial. Internet é terra de ninguém, ainda bem. Todo mundo que publica um texto tem que entender que está falando pro mundo, e comunicadores não podem ser levianos. Not an option, love.

Fato é que ele é um jornalista (acho que é jornalista) do Globoesporte.com, que escreveu esse texto infeliz e cheio de preconceitos, diz ele que inocentemente (e dada a desenvoltura com que ele escreve, até acredito). Mas falou como não devia, sobre um assunto que obviamente não domina. Aí o twitter em polvorosa foi pra cima dele, e apareceu um segundo texto, igualmente estapafúrdio, mal escrito, mal argumentado e sem parágrafos.

Jeitão dele, respeito. E muito respeitosamente uso partes do segundo texto para esclarecer alguns pontos:

Eu nunca disse uma virgula contra gays, até porque…
– Tenho um na família.
– Todo ano vou ao carnaval do Rio, espetáculo feito por maioria gay (carnavalescos)
– Gastei 200 reais ha exatos 7 dias para ver um gay cantar (Maria Gadu) e a aplaudi em pé.
– Já fui a muitos shows, e não paguei barato, onde o artista é gay

Ok, o mínimo que a gente faz é amar a nossa família. Ter um amigo gay, ou amar um irmão gay não te faz não homofóbico. É administrar pela exceção, que tal não fazer diferença porque pessoas são pessoas independente do que entra ou sai por onde? Sério que você não é homofóbico porque gosta de carnaval? Que tipo de argumento é este? Vai ver então que pra não ser homofóbico, basta comprar um terno do Valentino afinal, ele é gay. WOW você aplaudiu uma artista homossexual de pé? Depois de ter gasto 200 reais? Você prestigia gays mesmo quando o ingresso não é barato?

Você jura que estes são seus argumentos?

Não faço nenhuma diferença profissional ou de avaliação se uma pessoa é gay ou não. E isso se chama respeito.

Isso se chama MÍNIMO.

Não gosto, porém, de alguns tipos de pessoas. Como você também não, afinal, cada um vive num meio e tem seu modo de ser. Estar perto delas e não destratá-los, porem me afastar é o que chamo de “tolerância”. Eu tolero, mas não preciso gostar. E isso nao diz respeito a opção sexual, mas sim a forma de mostrar isso.

Se tolero e respeito, me considero um bom cidadão.

Claro. Você por exemplo é gordo. E se te tolerassem e se afastassem por isso? Ou se se incomodassem com o fato de alguém gordo comer em público? Mas esta pessoa não te confrontasse, apenas se afstasse. Você acharia isso de exemplo de retidão e cidadania? E este é um exemplo besta, estou tentando ser didática.

Porque juntar pessoas para tomar partido é, pra mim, uma forma covarde de “achar” alguma coisa.

Isso, vamos deixar todo mundo que pensa diferente sozinho nas sombras. Cada um em um quadradinho solitário.

Eu disse, e foi a única frase que pode ter causado interpretação, que não gostaria de ter um filho gay. O que foi dito naquele paragrafo é que o fato de eu não DESEJAR algo, não significa que eu o discrimine.

Não desejar que um filho seja homossexual, vou explicar com calma, é interferir e criar uma dificuldade a mais a ser transposta, caso seu filho seja gay. Talvez você já tenha um filho gay. Ninguém vira gay.

Posso não desejar comer chocolates. O que não significa que eu odeie chocolates.

Não compare pessoas com chocolates. Obrigada.

O que me incomoda de fato é a ação coletiva orquestrada. O texto saiu ontem, e milhares de pessoas leram.

Não houve NENHUMA repercussão negativa ou reclamação.

Existe um prazo máximo pra discordar de qualquer coisa? Depois de 24h não são aceitas reclamações?

Aliás, vocês estão muito previsíveis. Ja viram como eu abri o texto anterior? “Sei também que vai pintar ONG pra tudo que é lado me enchendo o saco e interpretando o que eu digo, também, como uma “ofensa” ou “preconceito”.”

Começaram a me questionar. Um deles me disse que não era opcional ser gay. Eu nunca entendi assim pois a vida toda me disseram ser “opção sexual”. Se isso mudou, desculpa, não fui atualizado (sem ironias).

Tire estas aspas e tenha hombridade. Se atualize, PELO MENOS pra ser um bom profissional.

Estes foram os argumentos suficientes para me colocar em primeiro lugar nos TTS, fazer campanha contra meus patrocinadores e parceiros e ainda tentar me jogar na condição de “Bolsonaro”, que outro dia soltou uma frase infeliz na tv e até hoje colhe os frutos.

UMA FRASE infeliz. Entendo.

Se você não concorda comigo, não leia. Se quer discutir, argumente. Mas não me ofenda.

Tô aqui, sendo linda e argumentativa.

Dai pra frente, bastou três perfis de twitter com milhares de seguidores gays dizerem: “Atacar!” e eu virei o anti-cristo dos gays.

Não, você só é equivocado e escreve mal.

Como também virei o salvador de alguns radicais heteros, o que não me deixa honrado.

Menos mal.

Não levem a vida tão a sério. Um espetáculo de circo agrada alguns. Mas vê-lo pegar fogo agrada a todos.

Afinal, né? É só sobre a liberdade sexual das pessoas que você está falando. Pra quê levar a sério? Besteira. (Isso foi uma ironia.)

Era só perguntar: “Foi isso que voce quis dizer?”. Eu diria: “Não, se pareceu, desculpe”.

Isso. OOPS, DESCULPE FOI SEM QUERER.

Fui didática e argumentativa agora? ❤

Diferente de ser heterossexual, que eu imagino que você seja, e tenha nascido assim, ser leviano, por exemplo, é opção. Opção errada.

Bjão

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Tipos de idiota

8 de April de 2011 12 Comments

Idiota que sabe
Eu já fui esse tipo de idiota. Quase todo mundo é, na adolescência. É a Carolina que saía escondido de madrugada, que dirigiu bêbada, que pegou namorado de amiga. Aquele imbecilidade que a gente faz sabendo que tá errado, que pode acabar mal, que não há modo de acabar sem dar merda. Ex.: eu, tempos atrás.

Idiota que tem razão
Esse é dos que eu mais odeio. É aquele sujeito imbecil que tá comepletamente equivocado, que você ouve falando e pensa: “como esse sujeito conseguiu chegar nessa idade pensando assim?” É o fanático religioso, o radical político, o burro empacado que não ouve ninguém, não repensa nada e ainda te acha idiota por não concordar com absolutamente tudo que ele diz. Ex.: Agregado mala, machista, babaca. Cunhado cuzão.

Idiota que já entendeu
É o sujeito que não estava entendendo nada, aí percebe que estava errado e pra minimizar a própria imbecilidade concorda com tudo que você diz, meio que te interrompendo, mas que no fundo não tá entendendo nada. Ele só está sem graça e quer que o assunto acabe logo. Ex.: cunhada burra.

Idiota que não entende e não se conforma
Aquele que até aceita que está errado, mas não aceita que você está certo. E fica dando indiretinhas e voltando no assunto. Normalmente além de idiota, é inconveniente e chato. Ex.: velho.

Idiota que teima
Não importa quantas forma de explicar você elabore, quanto tempo você perca, quantos anos você passe explicando. Há algo no cérebro deste idiota que simplesmente não absorve a explicação, não interioriza o erro, e não passa a fazer o certo. Ex.: o estagiário.

Idiota que dá pena
É a pessoa que faz merda, o tempo todo, e chora. Prestar atenção e fazer direito as coisas pra quê? Tipico das mocinhas coitadinhas. Que choram por tudo nessa vida e conseguem abafar a própria imbecilidade com nosso sentimento de culpa. Ex.: a boazinha.

Idiota da pior espécie
É o que manda mais que você, que está errado mas não faz diferença, porque na ordem universal das coisas, ele parece estar certo, porque têm mais poder que você. Esse eu odeio com o meu útero. Pior é quando a pessoa te faz perder tempo argumentando pra se divertir, e encerra a discussão com um argumento babaca. Ex.: seu chefe.

Uia, dezenas de gordos

29 de March de 2011 41 Comments

Ok, tem uma montanha de gente gorda querendo emagrecer. Sério que eu não imaginei que receberia tantos emails.

Vamos levar a coisa a diante.

Pra isso, é importante que fique estabelecido que: eu não sou nutricionista ou médica e entendo que seria uma puta irresponsabilidade me meter a receitar qualquer coisa. É importante também que vocês tenham certeza que são/estão gordos porque comem demais. E não por um outro problema de saúde.

Como eu pretendo ajudar vocês e me ajudar? Sendo honesta e afirmando o óbvio. O básico, que eu espero provoque uma mudança.

Comemos demais. Shiu, chega, é isso. No meu caso comia demais e bebia cerveja demais. Àlcool engorda. MUITO. Te deixa inchado e tira freios e estabilidade que precisamos ter pra enfrentar esse martírio. Acho seguro afirmar então, mesmo não sendo médica, que é melhor PARAR de beber por algumas semanas. Caso você não consiga parar de beber por algumas semanas, talvez você seja alcoólatra e minha recomendação é tratar isso antes de tratar o sobrepeso.

Caso você seja um gordo beberrão teimoso mas não viciado, poder ser também caso de procurar um médico e pedir: me salva seu lindo. Porque a coisa não tá indo bem por aí não.

Ok, ficou decidido que é melhor parar de beber por uns tempos. Álcool. Água a gente tem que começar a beber. Digo começar porque conheço muita gente que passa DIAS, na base do refrigerante diet, sucos e etc. Beber mais água entre as refeições. Durante, beber no máximo 1 copo.

Num primeiro momento, CORTAR guloseimas. Todo mundo adulto, todo mundo sabe do que eu tô falando. Não vem com essa de NÃO SEI PORQUE SOU GORDO. A gente sabe. A gente mente e adia as mudanças. Só mais um sorvete, só mais um chocolate, só mais uma coxinha. Sabe o que a gente adia com essa atitude? O início do resto da nossa vida. Aquela parte gostosa que a gente imagina que deve ser viver sem se achar uma merda.

Eu racionalizei esse momento salada+grelhado da seguinte forma: até os 30 anos eu comi todas as coisas deliciosas que eu quis, na quantidade que eu consegui. Esgotei a minha cota. Agora sobrou no meu futuro imediato toda a salada que eu evitei comer durante esses anos todos. Daqui a um tempo, eu volto a poder comer coisas gostosas. Com cuidado pra não ter que voltar a viver no mundo da salada.

Alimentação: carne magra, pouco carboidrato, legumes e fibras. Salada de folhas e tomate à vontade. Eu sei que salada não é uma delicia, mas não vai te matar de gordo, olha que coisa boa.

Atividades físicas: faremos. Nem que seja uma coisa mínima como passear com o cachorro por um quarteirão a mais. Desenferruja.

Sim, estou sendo cruel. É o que a gente precisa ouvir. Sério, a vida tá aí passando e a gente aqui perdendo tempo sendo covarde e não enfrentando a realidade. Chega disso. Vamos? Vamos. Não segunda, não amanhã, não depois da Páscoa. Hoje. Agora.

Não importa se são 5 ou 50 quilos, mudar é difícil. Não precisa alardear ou fazer promessas. É só não comer essa barra de chocolate que está na sua gaveta. É só não aceitar a cervejinha no final do dia. A gente consegue. Se eu estou conseguindo, todo mundo consegue.

Fat days are over.

Meu e-mail segue a disposição. Se a coisa apertar corre pra longe da comida, entra no computador e me escreve. Enquanto conseguir vou respondendo individualmente, a hora em que apertar formo o grupo e todo mundo se ajuda. carolinaminhafilha@gmail.com

Eu moro no banheiro

15 de March de 2011 9 Comments

Não que eu more de fato no banheiro. Embora eu admita que em caso de grande tragédia ou desgraça, se eu tiver que escolher um cômodo da casa pra ficar presa, eu facilmente escolheria o banheiro.

Por motivos óbvios. E no meu tem banheira, já até testei forrar com toalhas e deitar. Rola um Survivor. Fácil. E não morro de sede e nem de vergonha por estar toda descomposta quando me salvarem.

Estaria limpinha e digna.

Ok, adoro banheiros. Meu problema é com esses odorizadores de ambiente com timer. A casa inteira fica com cheiro de banheiro. Troço desesperador, que dá vontade de espirrar. Sem contar que eu tomo uns mega sustos.

Espirro. Causa que me faz odiar aquelas lojas de sabonetes que têm nos shoppings. Sério, aqueles vendedores deveriam ganhar adicional de insalubridade. E não fosse o bastante contaminar o andar inteiro, as vezes eles ainda querem espirrar coisas.

Espirrar coisas: parem por favor. Ok? Ok.

Obrigada.

Um post que não deveria estar aqui

4 de March de 2011 6 Comments

Mas, né? Blog é meu e eu estrago se quiser.

Publicado originalmente no R7, no blog de BBB, que não permite comentários. Achei que a gente podia estar perdendo alguma coisa e colei abaixo. XINGUEM MUITO.

Sabe, eu fico assistindo BBB pra fazer este blog, que obviamente é uma piada.

Até pq, não tem muito como levar a sério algo deste tipo.

Tento não fazer análises elaboradas aqui, tento manter a coisa leve e compreensível mesmo pra quem não assiste o programa. Intercalo imagens legendadas com textos engraçadinhos.

Só que tem Maria.

Maria é uma moça que aqui fora parece que teve uma fase obscura. Durante esta fase obscura, Maria desempenhou trabalhos em que a beleza, e forma física eram convertidos em lucro. Notem que não estamos falando de sexo, estamos falando de sedução. Porque subir num palco e se exibir, é uma forma de sedução.

Maria é uma boa moça, acredito nisto. Sustento isto. Sustento também que além de não julgar, acho que Maria trabalhava aqui fora honestamente, fazendo o que sabia e podia. Maria não é uma mente brilhante, ardilosa, sagaz ou perspicaz.

Até aí, acredito que todos estamos de acordo.

Vejo muita gente por aí cobrando amor- próprio, dignidade, pudor de Maria. Mulheres principalmente. Bobagem.

Maria está indignada, incomodada e confusa. Não com a rejeição do Maurício, mas com a incoerência. Porque Maria deve entender que existem 2 tipos de homem: os que se encantam e entram na dela, e os que não entram. Maurício é do tipo que entra. Maria sabe disto, e faz o que ele gosta. E é evidente que ele gosta.

Mas ele resiste. Em parte por se preocupar com a reação do público, em parte porque se assustou com a atitude implacável e sexualmente agressiva de Maria. Muito, porque houve um hiato no relacionamento dos dois, o fato dele ter saído e voltado. Maria não teve este contato redomado com o mundo, ela segue na realidade unilateral e míope do confinamento. Agindo da exata mesma forma que a levou até o confinamento.

Nesta realidade, Maria agiu com Maurício da mesma maneira que agiu com o mundo. E funcionou. Até que ele saiu, e o modus operandi Maria passou a funcionar com Wesley. Só que Maurício voltou, e no lugar da cena de ciúme, ou irritação, ou constrangimento, os dois moços perceberam a realidade do jogo e a seriedade maldosa do público, ao decidire que os três ficariam confinado juntos. E frearam.

Maria não freou. Se desculpou com quem julgou de direito, se aprumou e voltou a ser Maria.

Vocês podem se incomodar com a sexualidade explícita da Maria. Principalmente mulheres. Eu entendo, porque Maria personifica muitos dos nossos erros e nossas falhas. Nossa auto- estima confusa e nossa sexualidade bipolar. Maria é nosso maior pesadelo, nossas fraquezas e desejos ocultos colocados a mostra. Potencializados e mostrados na TV.

Maria é aquela mensagem de texto bêbada, que a gente manda ás 3 da manhã. Falando mais do que devia, na pior hora possível, provavelmente pro homem que não quer ter que lidar com a gente. Nada pessoal, questão de afinidade.

Te entendo Maria. Te entendo e de vez em quando sou você.

Só que diluída em água, com uma colher de açúcar.

Meu ponto de vista, me deixa

28 de February de 2011 23 Comments

Amanhã, 2 semanas de dieta.

Parece pouca coisa, mas são duas semanas sem açúcar, carboidratos e álcool. Ah, o álcool. Devo admitir que fome eu quase não sinto mais, mas as vontades específicas voltaram. Hoje, se eu tivesse 15 minutos de trégua cósmica, e impunemente pudesse comer o beber qualquer coisa, beberia uma Guinness. Hoje de manhã salivei digitando: G-U-I-N-N-E-S-S. Delícia.

Mas não bebi, e não comi, e não pretendo. Vou me fortalecendo pensando em problemas que eu teria hoje, mas não terei amanhã (na verdade em dezembro), quando e dieta tiver me libertado deste corpo.

Por exemplo, caso eu esteja praticando montanhismo (não que eu pratique montanhismo, ou goste da natureza), escorregue e quase caia de um penhasco, ficando pendurada, agarrada em um galho/raiz. Hoje eu não só não teria agilidade pra agarrar o galho/raiz, como possivelmente arrancasse o pobre com o meu peso. Mas supondo que eu conseguisse agarrar e ele suportasse o meu peso, quanto tempo eu aguentaria me segurar? Pois é.

Outra suposição: se num rompante de romatismo, um homem decide que quer me pagar no colo e me jogar na cama? E não consegue. Quem merece?

Roupas. Não sei se hoje eu seria do tipo saia curta e saltão. Já fui, admito. Acho que eu sou mais de vestido de vadia e sapato baixo. Mas de qualquer maneira, roupa curta e decotada em mulher que tá acima do peso, instantâneamente fica com cara de puta. Nada contra, só não é bem a idéia que eu quero propagar a meu respeito por aí.

Comer no Mc donalds. Não no drive, dentro. Na verdade isso se aplica a qualquer comida que não seja salada e grelhado. Sim, sou complexada e acho que as pessoas estão me julgando. ALÁ A GORDUCHA COMENDO, POR ISSO TÁ DESSE TAMANHO.

Balança. Não me peso em farmácias faz uns 8 anos. Eu sei que é só um minutinho, e que ninguém se importa e enfim. Sabe aquele suspense, os segundos que antecedem a saída do comprovante do cartão de crédito da maquininha? Que mesmo você sabendo que o cartão tá pago, dá medinho de não passar e você se ver obrigado a explicar? Me sinto assim. Que naqueles segundos até o número do visor estabilizar e dar o veredito, alguma coisa vai acontecer e eu vou ter que explicar qualquer coisa.

Shows. Magina se no show do Paul Macca eu sou chamada pra subir no palco e o segurança não consegue me levantar?

Homens. Sim, homens. Tá eu sou linda e interessante. Mas é um saco ter que ser perspicaz numa boate ás 3 da manhã, com 5 uísques na cabeça. Sabe, dá um pouco de preguiça. E às vezes o moço que me interessou não exatamente é uma boa conversa. E nem quero que seja. Não estou dizendo que isso não é importante, que curto homem burro. Mas quem aqui nunca viu um sujeito na balada (odeio falar “balada”, mas boate eu já usei), e cismou que iria ficar com ele aquela noite?

Tem o inverso também: Um sujeito que não tinha nem prospectado mentalmente fala comigo e eu imediatamente penso: tô dando pinta de bêbada vadia, OU deve ser gay, OU enfim enfim enfim. Estrago tudo e o sujeito desiste. Porque eu nem desconfio que queria qualquer comigo.

É foda viver insatisfeita, quando meu cérebro é enxadrista e pra cada passo que eu dou, projeta 4 ou 5 passos e desdobramentos a frente. É foda viver imaginando como seria se eu tivesse ido até o fim de qualquer um dos 30 regimes que eu comecei nos últimos anos.

Guinness, eu sei que você fez minha vida até agora menos insuportável, e distraiu as vozes da minha cabeça mas, talvez eu não precise mais de você. Tá, mentira, você é uma delicinha e eu sempre vou te amar. Mas talvez não com tanta frequência, talvez se eu estiver de fato feliz e satisfeita, as possibilidades de rejeição não sejam tão dolorosas. E eu não precise prever todas as possibilidades que vem pela frente pra me proteger.

Talvez seja só a fluoxetina falando. Sei que a dieta segue. E desta vez tem algo de diferente no ar. Conseguirei? Não sei vocês, mas eu torço.

#troquebabaquicepelasuaparceladeculpa ou, uns pensamentos meio doidos

31 de January de 2011 23 Comments

Tô meio atrasada, admito. Mas a vida tem dessas, e só consegui sentar pra escrever hoje. Escrever pro Neosa. Passados tantos dias, assuntos se acumularam. Vou tentar retomar 2 deles de uma vez, só porque honestamente não sei com que freqüência vou conseguir voltar aqui.

1-
Grande parte do meu tempo vem sendo consumida pelo BBB. Explico, caso você ainda não saiba: criei um site sobre o BBB11- http://carolinaminhafilha.wordpress.com/ – que tem despertado bastante interesse. Eu, como boa attention whore que sou, me alimento desta atenção e atualizo o tal blog com constância constrangedora. Até este tal blog de BBB aparecer, minha opinião era até respeitada. Não estou dizendo que o Tribunal de Aia me pedia pra arbitrar questões do Oriente Médio, mas gente bacana me fazia perguntas e lia as respostas.

Agora eu sou aparentemente uma idiota completa, porque me divirto com BBB.

Pois bem. Veio uma avalanche de seguidores no tuíter, que eu suponho não saibam que eu sou capaz de compor períodos complexos e gramaticalmente mais aceitáveis do que: “VESGA SAI. TODOS RI.” Vez em quando eu divulgo pelo tuíter algum link, de algum texto antigo e vejo o espanto geral. MEU DEUS, ELA RACIOCINA.

Raciocino, mal e porcamente, mas imagino que esteja acima da média.

Ok, até aqui imagino que estamos entendidos. Eu não sou mais ou menos idiota do que era antes do BBB. Meu gosto por TV trash não invalida minha inteligência ou cultura acadêmica.

Vem agora a parte polêmica. Nestas semanas que já tivemos de BBB, vi pipocar a campanha bem intencionada mas do meu ponto de vista infeliz: “Troque o BBB por um livro”. É claro que eu não vou aqui defender o contrário, que se troque livros pelo BBB, ou que o BBB tem grande valor. Porque não tem. Por outro lado, é uma bobagem defender que as pessoas tenham que trocar uma coisa por outra. A impressão que se dá é que você pode optar pelo pacote de vida erudita, em que se lê livros e se discute Proust, e o pacote de vida ordinária, em que se assiste BBB e se enche a cara no boteco. Bullshit, inteligência está em absorver e se adaptar. Jante, veja novela, BBB, e leia antes de dormir. Tá tudo bem, não é preciso escolher.

Há que se admitir porém, que o BBB tem uma grande qualidade: não finge ser qualquer outra coisa além da bobagem que é. Quem faz do BBB palco de tratados antropológicos, e retrato da sociedade, são os analistas. Os punheteiros intelectuais. É aquela bobagem, e só. BBB chama a atenção porque a sociedade padece, entediada e confusa. E na TV aberta, muito pouca coisa de qualidade é oferecida. Se levar em conta o fator entretenimento então, arrisco dizer que não há nada que seja divertido e tenha qualidade.

Aqui vem a parte em que alguém defende o CQC. Entendo. Só que acho que eles sofreram com a sede de informação, jornalismo acessível, e humor de situação que o Brasil vive. E acabou sendo engolido pela paixão nacional. Acho uma bobagem usar o CQC como medida de certo e errado. É engraçado, é inteligente (até onde o popularesco permite) e traz a luz questões relevantes. Privilegiando a piada. É um programa de humor. Não é um Repórter Esso. Mantenhamos a devida precaução.

2-
Tenho uma teoria, pautada no surrado exemplo da limpeza do Metrô de SP: as pessoas preferem que a cidade esteja limpa, que as ruas estejam iluminadas e que as praças sejam bem cuidadas. TODAS AS PESSOAS. Marginal, como a própria palavra diz, é o que está excluído do principal e colocado aquém dos protagonistas cidadãos de bem. Inicialmente marginais, estranham e insistem no mau hábito de jogar lixo no chão, mas eventualmente percebem que é mais agradável ter um metrô limpo e que funcione. Que é melhor encontrar uma viela ou agarrar uma oportunidade que os tire desta marginalidade.

Soube outro dia que em algumas praças de SP (não sei se todas), foi proibido andar de bicicleta. O argumento é que muitos idosos caminham e acidentes aconteciam. Eu entendo que é mais fácil proibir e acabar com o problema de imediato, do que educar ciclistas e (pasmem) idosos. A praça é de todos, a cidade é de todos, as ruas não são só dos carros, são de todos.

Ninguém tem que escolher. Se você compra um carro, o transporte público não deixa de ser problema seu. Se a praça do seu bairro está cercada por grades, e você pode sentar e ler a Veja (oi?), não significa que a cidade está mais civilizada. Muito pelo contrário. A cidade está cada dia mais egoísta. Esmagando qualquer resquício de coletividade.

Comecei um projeto em que iria usar o sistema público de saúde para me tratar, e escrever a respeito. “Ia” porque acabou não acontecendo ainda, mas vai rolar. Enfim, conversando com um grupos de pessoas e explicando a coisa toda, uma senhora negra me disse: “você é branca e rica, vai tirar vaga de quem precisa pra que?”

Porque num mundo ideal, todos usariam o sistema público. Porque a minha vaga está lá, eu usando ou não. Porque se a gente raciocinar que uma pessoa tira o lugar de outra no sistema público de saúde ou educação nós vamos entrar em uma lógica segregacional perigosa. Gata, estamos todos no mesmo barco, na mesma cidade, no mesmo país. Todo mundo tem direitos iguais. Ok, na prática a teoria é outra. Então vamos cobrar dos responsáveis melhorias. Lembrando de fazer cada um a sua parte.

Sabe, a cidade onde você vive não é a área de serviços da sua casa. Não pense nela como se fosse um espaço de segunda categoria.

Conclusão-
Chega de engolir conceitos, e impor escolhas que são desnecessárias. Bora aceitar cada um sua porção de terra nesse favelão chamado Brasil. Aceitar e fazer algo a respeito. O futuro agradece.

(saudade docêis o/)

Contaminei

17 de December de 2010 27 Comments

Quando eu era pequena, luzes de natal eram consertáveis.

O Natal começava aos poucos, com minha mãe tirando as caixas de enfeites da prateleira da garagem. Desembaralhávamos os fios, checávamos quantas bolas e enfeites tinham quebrado. Meu avô checava se todas as luzes estavam funcionando, e eu ia com a minha mãe providenciar eventuais reposições de enfeites e lâmpadas.

Morava em casa, e no nosso jardim, só uma árvore era enfeitada com luzes. Lâmpadas “bolinha” coloridas, presas ao fio verde por soquetes de tamanho normal. Verdes, azuis, amarelas, laranjas, e só. A tendência era, sempre, que o vermelho e o amarelo dominassem.

Tenho a impressão que eram as cores mais comuns nas lojas da rua da Consolação.

Dentro de casa, uma árvore prateada. Um mastro central, cheio de furos, onde eram presos os “galhos” retos, formando uma enorme escova de mamadeira invertida. Neste duvidoso monstrengo, colocávamos as luzes, menores e coloridas, que tinham capinhas transparentes de plástico, em formato de estrela nas pontas, que escapavam das lampadinhas e formavam armadilhas mortais pelo chão.

Era pisar descalça, e a choradeira começava.

Desmontar a arvore de Natal foi a primeira grande lição de vida que eu tive. Existia em casa, uma regra de que quem (eu, única criança) participasse da montagem, tinha que ajudar a desmontar a parafernália toda. E ninguém gosta de desmontar a parafernália toda. Participar da montagem, me prendia a parte chata.

Lição 1, de milhões- comprometimento, com a parte boa e a ruim.

Descobri muito cedo que papai Noel (sorry kids), não existia. Minha mãe me contou, pra acabar com a histeria que tomava conta de mim. Não me agradava nada, a idéia de um velhote entrando na minha casa, enquanto eu estivesse dormindo e remexendo nas minhas coisas.

Passei a curtir o Natal, quando o mistério do Papai Noel acabou.

Não gosto da histeria que toma conta das pessoas. Não gosto da sensação de obrigação que toma conta das pessoas. Não gosto da gentileza artificial. Não gosto da época, em que todo mundo mais se entope de comida, coincidir com o verão.

Não sou católica, não acredito em Deus, não rezo. Nem os católicos, na verdade, assistem mais a Missa do Galo.

O Natal agora é azul. Porque algum chinês, decidiu que azul era o novo incolor. Lâmpadas e enfeites de natal, que custam cêntimos de centavos. Você pode não desmontar mais a sua árvore de natal. Pode simplesmente jogar tudo no lixo, e no ano que vem comprar tudo novo. Luzes azuis estão por toda parte, parecendo radioatividade alienígena.

Revolução made in China.

Mais azul e mais vazio, sem significado. Até porque, não fica nem bem adorar Natal. Bacana é ficar resmungando do trânsito, das pessoas resmungando, de ter que comprar presente pra gente que você nem vê no resto do ano. Bacana é ficar por aí fazendo piada com as festas de firma. Bacana é escrever post sobre amigo oculto (ou secreto). Todo mundo reclamando do fato do Natal sem uma puta hipocrisia, das famílias só se encontrarem na ceia, e de no resto do ano, ninguém se importar com ninguém. Chato isso.

Gente chata que não gasta minutos de celular com nada que não seja trabalho, obrigação, sexo.

Não fica bem, esse tipo de sentimentalismo e otimismo, eu sei. Somos cool demais, inteligentes demais, indiferentes demais pra esse tipo de tolice. É. Somos. Sei. Sou também, o tempo todo, menos no Natal. O Natal me passa a perna, e me derruba de boca no chão de tacos da casa da tia, que vejo poucas vezes por ano.

Meu Natal, e não meu Reveillon, marca o recomeço. Na verdade, a semana entre Natal e Reveillon. Pra parar e pensar no que passou, e saber que passou, acabou. Ponderar, e definir as promessas pro ano que vem. Todo mundo faz, jeitão nosso, de querer que o que vem seja melhor que o que foi.

Podemos fumar demais, beber demais ou comer demais. Podemos ir de maquiagem carregada ou de calça de pijama e chinelo. Todo mundo fazendo o que pode com aquilo que têm. Dando o melhor, mesmo que seja pouco, mesmo que seja a melhor malcriação.

Nossas tentativas bobas de nos esquivarmos do espírito natalino.

Tem os que preferem o isolamento. Cagar e andar pra tudo e todos, e passar o natal com nosso amigo Jack, nosso amigo Johnny, nossa amiga Stolichnaya. É uma opção válida e justa. Eu pessoalmente, prefiro aproveitar essa época piegas, e constrangedoramente emotiva, pra exercitar toda docilidade, que o mundo (e eu mesma) reprime (o).

Meu Natal não tem pai, não tem marido, ou namorado, ou filhos. Não tem jóias e viagens pra Europa. Meu Natal me trás de presente o ano que vem, e esse vem, me escondendo ou não.
Meu Natal tem som de Sinatra, Ella, Judy, Nat, Crosby, Doris Day e Jimmy Durante. Não as músicas cool, as manjadas mesmo. As mesmas que no resto do ano causam um pouco de constrangimento quando aparecem em slideshows de bodas, festas de formatura e casamentos, na voz de Céline Dion.

Natal é desculpa pra chorar no comercial do Itaú. (Chorei ontem.)

No resto do ano prometo não chorar tanto, mas me deixe ser doce na próxima semana. É Natal, pode.

Eu se fosse você, faria o mesmo.

O vídeo é medonho, mas a música e a voz do Jimmy, valem.

Da lista

22 de November de 2010 59 Comments

Mick, a gente vai ter que conversar.

Nosso amor está temporariamente abalado, tô apaixonada pelo Paul. Sim, o da outra banda.

Final de semana perfeito. Já vinha bem, mas o show do Paul MacCartney ontem, superou expectativas, e entrou pros momentos antológicos da vida.

A sensação de estar sozinha, no estádio do Morumbi, e um Beatle entrar no palco, já valeria a epopéia que é ir sozinha, num show deste tipo. Sim, fui sozinha. Irmão teve pneumonia, e acabou não indo.

Tenho vasta experiência em fazer coisas sozinha. Sou dessas pessoas que sai sozinha pra jantar, cinema, balada, viagem, show. Adoro. Tudo se intensifica, a excitação, opiniões, comentários e etc, não têm com quem dividir, e aquela loucura fica reverberando dentro do peito. Tanto é assim, que durante as duas primeiras músicas fiquei estática, tentando absorver a loucura que era ver o Paul ao vivo, na minha frente. Venus and Mars Rockshow, Jet e All My Loving. Veio o primeiro choro. Não um choro histérico, ou triste, ou louco. Choro daqueles que acontecem quando a emoção transborda do do coração.

Eu seria um excelente astro do rock. Ou jogadora de futebol. Astro do rock, na verdade. Adoro estádios lotados. Adoro estádios não lotados também. Adoro estar com aquelas pessoas, vivendo aquilo e sabendo que forma-se ali uma irmandade que vamos levar pela vida. Lá na frente, numa conversa descontraída, um iPod vai tocar Beatles e alguém vai interromper o assunto e comantar “Foi uma das melhores noites da minha vida”, todo mundo estava ontem no Morumbi vai saber do que se trata.

Letting Go, Drive My Car, Highway Let Me Roll It, Long and Winding Road, 1985, Let Me In, My Love e mais duas revelações: Antártica sub zero tem álcool sim, e a gente tá fazendo errado. A vida. Estamos perdendo tempo demais, com coisas sem graça, cansativas e que no fim das contas não valem o esforço que exigem. Coisas que impediram muita gente de ir ao show ontem. Coisas que impediram nossos pais de irem pra Woodstock, no show do Sinatra no Maracanã, no U2, e a lista segue. As viagens que não fizemos, os homens (ou mulheres) que não beijamos, o vinho que não bebemos e o jantar que não comemos. Todas as vezes que tivemos vontade de fazer papel de ridículo e dizer “eu te amo” sem pensar. As cartas e e-mails que eu escrevi e não mandei…

Aí veio a confirmação da teoria:

I’ve Just Seen A Face seguida por And I Love Her, Black Bird, Here Today, Dance Tonight, Mrs Vanderbilt, Eleanor Rigby e eu já poderia morrer, feliz. Mas o show era longo, a discografia infinita e e multidão já não tinha mais noção de quanto tempo tinha passado, em que ano estava, que dia era, e da merda que domina o dia a dia. Muita coisa pra dizer a ninguém comigo pra ouvir. Preferi assim. Toda minha atenção, a quinta cerveja e a certeza de que na imensidão do universo, não havia outro grupo de seres vivos tão felizes quanto aquelas pessoas comigo ontem a noite.

Mudança de instrumentos, Paul diz que a próxima música seria homenagem ao amigo George. Poderia ser While my guitar gently weeps, mas não, era o momento que eu temia. Something começou e eu percebi o quanto era certo e justo eu estar ali. Foi neste minuto que minha vida mudou. Que eu mudei, fiz 30 anos de verdade. Nem isso, senti os 30 anos.

Sing The Changes, Band On The Run, Obla Di Obla Da (êxtase coletivo), Back In The USSR, I Gotta Felling, Paperback Writer.

Sir Paul, não exatamente toca com paixão. A banda é incrível e o repertório manjado. Poderia usar isso como crítica, mas a verdade é que foi um show pra fãs, leais e apaixonados, mesmo depois de tanto tempo, mesmo com as frases clichê e as caretas forçadas. Porra, caralho, o cara é o último uber- músico. Ele moldou, com a música, gerações de pessoas que nunca o viram ao vivo. Ele mudou o mundo, ele mudou o meu mundo.

A Day In The Life, Let It Be, Live And Let Die, Hey Jude e eu saí do me acabando de chorar. Pensei na minha família, nos meus amores. Amores passados e futuros, que eu nem sei se estavam lá, mas acho que estavam. Vou saber no futuro, se por acaso nos cruzarmos e o assunto surgir. E o assunto vai surgir, sempre que possível, e quem foi entende o porque. Noites como a de ontem fazem a vida valer a pena. A partir de hoje, os Beatles são meus por direito, por adoração, e por possivelmente terem salvo grande parte do meu passado. O futuro eu não sei, mas se morrer nos próximos 10 anos, a vida vai ter valido a pena.

Tá tudo bem, caros leitores. Paul tá meio botocado, mas o rock segue jovem e vivo, como sempre. Fica proibido o pessoal mais velho de dizer “no meu tempo eu ouvia Beatles”. Todo mundo, o tempo todo, pra sempre, ouve Beatles, enquanto houver esperança pra humanidade.

With love, from me to you.

Paul, nos veremos de novo esta noite (tomara), e quantas vezes eu puder, e outra vez.

Obrigada.

Ticado mais um item da lista de coisas que eu quero fazer antes de morrer.

Mais fotos ruins e vídeos estranhos no flickr.

Põe mais glitter

27 de October de 2010 12 Comments

Se algum dia, você se pegou pensando, no que aconteceria se um gay tivesse uma verba infinita pra lantejoulas, pode parar de se torturar. Você já pode desvendar este imenso mistério.

Nesta segunda, fui com um amigo a pré estréia de “Gaiola das Loucas”, musical escrito, dirigido e estrelado por Caco Antibes, digo, Miguel Falabella.

Ok. Relevemos o fato da versão cinematográfica, com Nathan Lane e Robbin Williams ser insuperável. Relevemos minha SÉRIA implicância com musicais. Relevemos a completa falta de respeito com os convidados, que se deslocaram numa noite chuvosa, pelo trânsito de SP até o Shopping Bourbon, pra serem colocados numa constrangedora e imensa fila, fruto da desorganização, e falta de profissionalismo, dos organizadores. Relevemos a imbecilidade dos que decidiram colocar as cadeiras das frisas na platéia inferior, e nos empuleirar em bancos altos e desconfortáveis, para assistirmos a um espetáculo de TRÊS HORAS.

Vamos relevar tudo isso, sublimar a irritação e nos atermos ao espetáculo.

O-D-I-E-I.

Não sei pontuar criticamente as falhas, porque não tenho conhecimento teatral pra isso, mas entendo de divertimento. Impossível se divertir.

Quer dizer, se você ri de Zorra Total, não perca tempo lendo este post, e corra pra comprar seu ingresso.

“I am what I am”, virou um “Eu sou o que sou”, numa tradução televisiva que toca em looping, disseminada pelas intermináveis 3 horas de espetáculo. E assim, os atores não sabem cantar. Sinto muito, não há forma gentil de dizer isto: muitos dos atores não sabem nem atuar.

Falabella, o ator, que me desculpe mas não dá mais pra suportar essas reciclagens repetitivas do Caco Antibes.

Falabella, o diretor, que me desculpe mas que escolha terrível de elenco. O filho não gay dele, na peça é mais feminino que a noiva que ele escolhe. As loucas da gaiola ainda passam, mas de resto, chega a ser dolorosamente constrangedor. Excetua-se aí Diogo Vilela, falaremos sobre ele mais pra frente…

Falabella, o dramaturgo, pare de fazer piadas com pau, cu, pretos, gordos, pobres, empregadas, velhas. Pare de acreditar no riso volumoso da platéia. Você está estragando o troço, não está fazendo humor, está contando a MESMA piada em festas distintas, pra pessoas novas.

Falabella, o uber-star, parabéns: você conseguiu celebrar sua genialidade, auto- proclamada, por 3 horas. E as pessoas ainda riem das tuas piadas. Espantosamente.

A produção, realmente é boa. Mas abriria mão de malabarismos por 1 hora a mais de sono.

Minto. Abriria mão de TANTO Miguel, por 1 hora e meia a mais de sono.

Diogo Vilela vai bem. Poderia não tentar copiar tanto o Nathan Lane, mas está bem.

Meus sinceros parabéns aos músicos, sensacionais.

Outro programa interessante, foi ontem, a festa da Revista Rolling Stone e da Ray ban. Começou e terminou etílica, mas teve o momento musical, e eu vi o combalido, mas ainda genial, Erasmo Carlos.

Poderia contar fofoquitas e peripécias dos amigos, mas sou discreta. Basta dizer que o grito de “JUDASH”, fez mais algumas vítimas.

Fiz amigos novos, retomei contato com os velhos e me diverti loucamente com a turma do rock.

A turma da Gaiola, que passem corrente e cadeado e joguem a chave fora.

o/