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Vou explicar devagarinho, com amor e jeitinho pra não assustar

14 de April de 2011

Bem sinceramente, não acho o tal do Perrone má pessoa. Acho ele equivocado e inapto, principalmente pra tratar de um assunto como homossexualidade. Nesses casos, vale a regra de que em boca fechada não entra mosca. Acho também que escreve mal. Mas grandes merdas eu achar qualquer coisa, né? Não sou público alvo dele, não é pra gente como eu que ele escreve, dane-se o que eu penso.

Gostaria de salientar que a internet, essa linda, não é como as publicações escritas em que o perfil dos leitores até pode servir de argumento de linha editorial. Internet é terra de ninguém, ainda bem. Todo mundo que publica um texto tem que entender que está falando pro mundo, e comunicadores não podem ser levianos. Not an option, love.

Fato é que ele é um jornalista (acho que é jornalista) do Globoesporte.com, que escreveu esse texto infeliz e cheio de preconceitos, diz ele que inocentemente (e dada a desenvoltura com que ele escreve, até acredito). Mas falou como não devia, sobre um assunto que obviamente não domina. Aí o twitter em polvorosa foi pra cima dele, e apareceu um segundo texto, igualmente estapafúrdio, mal escrito, mal argumentado e sem parágrafos.

Jeitão dele, respeito. E muito respeitosamente uso partes do segundo texto para esclarecer alguns pontos:

Eu nunca disse uma virgula contra gays, até porque…
– Tenho um na família.
– Todo ano vou ao carnaval do Rio, espetáculo feito por maioria gay (carnavalescos)
– Gastei 200 reais ha exatos 7 dias para ver um gay cantar (Maria Gadu) e a aplaudi em pé.
– Já fui a muitos shows, e não paguei barato, onde o artista é gay

Ok, o mínimo que a gente faz é amar a nossa família. Ter um amigo gay, ou amar um irmão gay não te faz não homofóbico. É administrar pela exceção, que tal não fazer diferença porque pessoas são pessoas independente do que entra ou sai por onde? Sério que você não é homofóbico porque gosta de carnaval? Que tipo de argumento é este? Vai ver então que pra não ser homofóbico, basta comprar um terno do Valentino afinal, ele é gay. WOW você aplaudiu uma artista homossexual de pé? Depois de ter gasto 200 reais? Você prestigia gays mesmo quando o ingresso não é barato?

Você jura que estes são seus argumentos?

Não faço nenhuma diferença profissional ou de avaliação se uma pessoa é gay ou não. E isso se chama respeito.

Isso se chama MÍNIMO.

Não gosto, porém, de alguns tipos de pessoas. Como você também não, afinal, cada um vive num meio e tem seu modo de ser. Estar perto delas e não destratá-los, porem me afastar é o que chamo de “tolerância”. Eu tolero, mas não preciso gostar. E isso nao diz respeito a opção sexual, mas sim a forma de mostrar isso.

Se tolero e respeito, me considero um bom cidadão.

Claro. Você por exemplo é gordo. E se te tolerassem e se afastassem por isso? Ou se se incomodassem com o fato de alguém gordo comer em público? Mas esta pessoa não te confrontasse, apenas se afstasse. Você acharia isso de exemplo de retidão e cidadania? E este é um exemplo besta, estou tentando ser didática.

Porque juntar pessoas para tomar partido é, pra mim, uma forma covarde de “achar” alguma coisa.

Isso, vamos deixar todo mundo que pensa diferente sozinho nas sombras. Cada um em um quadradinho solitário.

Eu disse, e foi a única frase que pode ter causado interpretação, que não gostaria de ter um filho gay. O que foi dito naquele paragrafo é que o fato de eu não DESEJAR algo, não significa que eu o discrimine.

Não desejar que um filho seja homossexual, vou explicar com calma, é interferir e criar uma dificuldade a mais a ser transposta, caso seu filho seja gay. Talvez você já tenha um filho gay. Ninguém vira gay.

Posso não desejar comer chocolates. O que não significa que eu odeie chocolates.

Não compare pessoas com chocolates. Obrigada.

O que me incomoda de fato é a ação coletiva orquestrada. O texto saiu ontem, e milhares de pessoas leram.

Não houve NENHUMA repercussão negativa ou reclamação.

Existe um prazo máximo pra discordar de qualquer coisa? Depois de 24h não são aceitas reclamações?

Aliás, vocês estão muito previsíveis. Ja viram como eu abri o texto anterior? “Sei também que vai pintar ONG pra tudo que é lado me enchendo o saco e interpretando o que eu digo, também, como uma “ofensa” ou “preconceito”.”

Começaram a me questionar. Um deles me disse que não era opcional ser gay. Eu nunca entendi assim pois a vida toda me disseram ser “opção sexual”. Se isso mudou, desculpa, não fui atualizado (sem ironias).

Tire estas aspas e tenha hombridade. Se atualize, PELO MENOS pra ser um bom profissional.

Estes foram os argumentos suficientes para me colocar em primeiro lugar nos TTS, fazer campanha contra meus patrocinadores e parceiros e ainda tentar me jogar na condição de “Bolsonaro”, que outro dia soltou uma frase infeliz na tv e até hoje colhe os frutos.

UMA FRASE infeliz. Entendo.

Se você não concorda comigo, não leia. Se quer discutir, argumente. Mas não me ofenda.

Tô aqui, sendo linda e argumentativa.

Dai pra frente, bastou três perfis de twitter com milhares de seguidores gays dizerem: “Atacar!” e eu virei o anti-cristo dos gays.

Não, você só é equivocado e escreve mal.

Como também virei o salvador de alguns radicais heteros, o que não me deixa honrado.

Menos mal.

Não levem a vida tão a sério. Um espetáculo de circo agrada alguns. Mas vê-lo pegar fogo agrada a todos.

Afinal, né? É só sobre a liberdade sexual das pessoas que você está falando. Pra quê levar a sério? Besteira. (Isso foi uma ironia.)

Era só perguntar: “Foi isso que voce quis dizer?”. Eu diria: “Não, se pareceu, desculpe”.

Isso. OOPS, DESCULPE FOI SEM QUERER.

Fui didática e argumentativa agora?❤

Diferente de ser heterossexual, que eu imagino que você seja, e tenha nascido assim, ser leviano, por exemplo, é opção. Opção errada.

Bjão

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comments

Mandou muito bem…

Foi quase como se você explicasse pra esse cara “com maçãs”…

Bjo

edgarpoletti

19 de April de 2011

Olha, ficou aberto aqui espaço pra todo mundo dizer o que queria.
Quem quis falou.

Cansei de dar palco e bater palma pra maluco dançar. Tô encerrando os comentários.

Bom sorte pra todos que concordam com o fulano. Vcs vão precisar. Porque o mundo vai mudar, vcs compreendendo ou não. Já melhorou muito, evoluiu e vai seguir evoluindo. \o/

Bjo

1/2 Carolina Mendes

16 de April de 2011

Querida Carolina,
Li seu texto e confesso que não gostei. Você apenas ironizou a postura do Rica Perrone. É o mesmo que dizer que ele está errado e não explicar o porquê. Sempre luto contra a acidez e a ironia em debates, pois acredito que são péssimas táticas para fazer o outro lado compreender o seu ponto de vista, embora todos tenham o direito de usá-las como bem entenderem. O que você conseguiu aqui, no máximo, foi achincalhar alguém. Apenas a causa gay vai aplaudir seu texto, o que significa chover no molhado. Você já os tem do seu lado. Infelizmente, acredito que você não tenha conseguido convencer nenhum homofóbico ou preconceituoso ou mal-informado sobre o assunto a respeitar sua causa com esse tipo de abordagem e argumentação. Um beijo,

Pedro

Pedro

15 de April de 2011

Vc jura que acha que eu não expliquei o pq?

Sério.

Bjo, querido Pedro do e-mail fake.

1/2 Carolina Mendes

16 de April de 2011

Depois que inventaram a ‘DESCULPA’ é tão simples magoar os outros, pq né… ” se te magoei, me desculpe… ñ foi a intenção.” Nunca é.

Dee

15 de April de 2011

Acabei de ver o fulano que atropelou os ciclistas em POA, no comercial do Fantástico, dizendo que não tinha intenção de matar ninguém.

Entendo.

1/2 Carolina Mendes

15 de April de 2011

Cara Carol (ficou parecendo música do Chiclete com Banana, rs),

Como disse no post, somente li os textos do Ricardo após ler o seu e todos os seus comentários.

Queria apenas deixar uma lembrança de que neste nosso mundão, não existe certo ou errado, mas sim visões pessoais diferentes.

Homofobia existe sim, não é de agora. O que não podemos confundir é homofobia com visões diferentes da nossa. Ao meu ver, homofobia é não respeitar a homossexualidade de outrem, descriminando este outrem através de palavras, gestos, ou até mesmo agressões. Na MINHA visão o Ricardo não fez isso em seus textos. Ele apenas emitiu a opinião dele. É conservadora, sim, mas é a opinião DELE.

Acerca da responsabilidade que você menciona, pelo o que EU entendo, também foi negligenciada pelos defensores do movimento GLBT, quando estes divulgaram o post. Quando não concordamos com uma opinião mas a respeitamos, simplesmente ignoramos, não damos mais força.

Graças à reação destes, o post dele foi muito lido, a marca patrocinadora de seu Blog, ficou super exposta, e os page-views (maneira que os “marqueteiros da vila olímpia” usam pra categorizar um blog “de sucesso”) explodiram. Ou seja, foram fornecidos ao “suposto” homofóbico combustível suficiente para ele continuar a escrever seu Blog com ainda mais força.

Não se preocupe quanto a pressa para dar uma resposta a este meu comentário. A vida de vocês também é corrida, e escrever longos textos no teclado do iPhone realmente cansa. Quando você estiver mais tranqüila, releia meus comentários com calma que acho que vai entender meu ponto de vista. Mas não se preocupe muito com isso também, afinal de contas, é só o MEU ponto de vista, nada mais.

Bjoks!

Francis

15 de April de 2011

Liberdade de expressão não dá razão a ninguém.

Sim, as pessoa podem ter todo tipo de opinião, e falar todo tipo de imbecilidade.

Isso valida o absurdo? A inaptidão? A ignorância?

Não.

Bjo

1/2 Carolina Mendes

16 de April de 2011

Parabéns pelo texto Carol!
Como disse Victor Martins, seu texto é bastante inteligente e demonstra SUA opnião acerca de um texto. O que acho válido, e acredito residir aí um pequeno equívoco seu, é a discussão. Quando você utiliza termos como equivocado ou inapto, está apenas emitindo sua opnião. Você acredita nisso e ponto. Talvez ele não seja isso, mas você o vê assim. Acredito que o seu equívoco, e de alguns defensores do movimento GLBT, é não saber diferenciar corretamente opnião de preconceito. O Ricardo, acredito que seja esse o nome dele, emitiu a opnião dele, de uma forma que os leitores de seu blog entendessem a mensagem. Quando se escreve para uma audiência como a dele, fica difícil pormenorizar os detalhes, única maneira de evitar ambiguidades em um mundo cada vez mais literal e menos vocal, onde não temos tom e volume para podermos enriquecer o que expressamos.
E nesse mundo complexo, alguns acreditam que para defender a causa GLBT seja necessário criar polêmicas, para chamar a atenção para os ideiais do movimento. A partir disso, criam situações em cima de palavras frias, soltas em textos, vezes sim homofóbicos, mas vezes apenas textos. O Ricardo tem um comportamento até comum, pelo o que pude entender. O comportamento mais homofóbico que pude perceber é que ele não se sente à vontade quando está em um ambiente com um homosexual. Ele tem todo o direito de sentir isso, assim como os homosexuais tem direito de sentir nojo, como vários heterosexuais também, quando dividem um elevador lotado com um gordinho suado. Ponto.
Todos enxergamos de maneira singular cada situação que vivenciamos. E nesse mundo digital no qual estamos inseridos, o Blog é a maneira mais pessoal que se tem para expressar algo. Cada um de nós temos uma opnião, e usa-se o Blog para expressa-la. Se ele tivesse dado este tom pessoal à alguma matéria veiculada pelo portal, concordo 100% com seus argumentos, afinal, a função dos portais de notícias é apenas de informar, algo que o GloboEsporte.com faz até bem, quando comparado à outros semelhantes. Mas o texto foi publicado em seu Blog pessoal, retrata a opnião pessoal, e todos nós, públicos ou não, temos o direito de termos opnião, por mais absurda que esta seja. Uma postura que retrata um pouco do que digo foi a dos CQC’s reagindo às declarações de Bolsonaro: apesar de absurda, é a opnião dele, e assim sendo, todos temos direitos iguais de expressa-las.
Mais uma vez, parabéns pelo texto. SUA opnião ficou claríssima. Mas daí a condenar (ou qualquer coisa do tipo) o post, acho que foi um pouco longe demais.
Outro ponto que gostaria de citar: li os textos do Ricardo depois de ler o seu e todos os seus comentários, e ficou faltando, em sua explicação, algumas partes do texto dele que julgo importante para elucidar bem todos os fatos.

Francis

15 de April de 2011

Francis, eu respeito. Mas não me calo.

Todo mundo é livre, até pra comer merda. Não significa que seja uma boa idéia.

Existe sim uma responsabilidade ali que é neglicenciada.

Estou no telefone, gostaria que vc tivesse a paciência de ler minhas outras respostas e reavaliar sua opinião, e fazer um segundo comentário. Pra não ter que repetir muito do que foi dito, pelo teclado do iphone. Nem te deixar sem a resposta que eu acho que sua colocação merece, mas muitos pontos já foram esclarecidos, acredito.

Bjo.

1/2 Carolina Mendes

15 de April de 2011

Quanto talento desperdiçado, vc deveria ser professora do primário. O mundo seria bem melhor. Bju

Luis

15 de April de 2011

Eu concordo com isso também.
E até a própria postura dele em falar “ah, me transformaram em Bolsonaro” é, de certa forma, leviana.
Estamos juntos, Carolina!

Felipe

15 de April de 2011

Sempre soube :)))

1/2 Carolina Mendes

15 de April de 2011

Brilhante, Carolina. Mais do ponto de vista jornalístico, eu acho. Os posts do Rica serviram como manual de como escrever mal sobre um assunto desconhecido. E gostei do “tom professoral”.
Não acho que o cara seja mau caráter ou similar. Só mandou mal.

Felipe

15 de April de 2011

Mandar mal numa mesa de bar, tudo bem. Jornalista ser assim leviano na Globo.com? Nao desculpo.🙂

Bjo

1/2 Carolina Mendes

15 de April de 2011

Muito bom texto. Pior que essa gente faz é querer justificar merda feita.

Francisco Libânio

15 de April de 2011

E o mais grave, que as pessoas embaralham e que devia ser repetido em loop eterno:

Não é pq a liberdade de expressão permite, que ser babaca virou louvável.

1/2 Carolina Mendes

15 de April de 2011

Sou leitora da Carol (já me sinto íntima, sorry) há um tempo! Ela consegue me fazer rir, pensar, o Malvadezas (blog filho dela) é INCRÍVEL! (o texto sobre bullying e o kkkkids… putz, difíceis de superar!)
gosto também de ler os comments… aí reaprendo (às vezes eu esqueço, principalmente quando tento ser Polyanna) de que tem gente que pensa-e-acha-e-sente de tudo nesta vida… acho isto ÓTIMO, a unanimidade me gera um certo cansaço.
Achismos pessoais: que cada um pense e sinta e ache o que quiser! E que cada um respeite a opinião alheia… não precisa concordar, não precisa coisa alguma! só respeitar o ponto de vista do outro… e gostaria que as pessoas se colocassem por 3 segundos (número cabalístico) na pele do outro para ver como ele se sentiria caso ouvisse, lesse o que será dito…
a listinha poderia ir até o número 999+, mas a Carol tem mais o que fazer da vida and so do I. Na verdade escrevi este post só para dizer: Carol, sei que significa absolutamente NADA, mas a partir dos seus posicionamentos e afins, te digo que você ganhou meu respeito! Admiração já tinha, respeito é outro nível.
beijos

Karina

15 de April de 2011

Não precisa, SE não vai colaborar pra um assunto tão delicado, publicar um troço leviano num blog “conhecido”.

Bjo

1/2 Carolina Mendes

15 de April de 2011

Acho que estão fazendo tempestade em copo d’água, ele não disse nada demais, tenho amigos e amigas gays, minha melhor amiga, minha irmã é gay, amo ela com todo o amor que há nesse mundo.POsso dizer sinceramente que nada tenho contra os gays, sou contra a homofobia, evidentemente(apesar de não achar esse termo muito correto, já que trata-se de ódio e não medo). No texto é um cara do futebol argumentando sobre o por que de achar injusta a punição ao time de vôlei, eu concordo. A maneira como ele se expressou pode não ter sido a mais “correta” possível, mas sei lá, não vi nada demais. Isso só está acontecendo porque chamaram de viado um cara que é gay, eu vou ao estádio e viado é a palavra mais doce que uso. Sei lá, cada qual com seu entendimento, mas achei sua análise MUITO equivocada acerca do texto do Perrone, e veja bem, nem sou fã dele vindo defender, mas concordei com ambos os textos que ele escreveu.

Alexandre

15 de April de 2011

Entendam por favor a diferença entre público e privado.

Uma pessoa pública, um comunicador, tem a obrigação de tratar um assunto como esse com cuidado.

O que ele faz, pensa, ensina pro tal filho, é uma coisa. Falar pra meio mundo sem ponderar, sobre homofobia, é outra BEM diferente.

Bjo

1/2 Carolina Mendes

15 de April de 2011

Poderia ter sido pior. A verdade é que não há uma verdade só (se é que há alguma nisso tudo) e twitter não é lugar de discutir tema complexo. Porque não cabe mesmo.
Você deu azar, porque eu não abri a boca pra falar disso em nenhum outro lugar. Aliás, eu nem cheguei a ir além do twitter (e não fiz nenhuma busca lá).

Bruno M

15 de April de 2011

azar nada, me divirto.

Escrevi sobre mães na terça, e sobre a xuxa na segunda.

Vc é bem manso comparado ao que eu li esta semana. Coisas da vida.

1/2 Carolina Mendes

15 de April de 2011

Bom, tecnicamente eu não te chamei de irritante. Eu disse que sua tentativa de ser didática não teve o efeito desejado (ou teve, se você for uma pessoa irritante). E eu me propus a tentar desfazer a impressão que tive inicialmente, ao que você respondeu que não precisava. Acho que o problema foi mesmo a primeira frase. Pensei em tirar, mas sabe como é, né? Eu acho que sou meio irritante às vezes.

Bruno M

15 de April de 2011

Calma, tá tudo bem agora.

1/2 Carolina Mendes

15 de April de 2011

Sabe o que foi mais engraçado?O moço me dizendo pra ir cuidar da minha vida.

“Oi moço, sou escritora. De crônicas, meu trabalho é observar e escrever a respeito de acontecimentos cotidianos. Bêjo.”

Mas. né? Não vale a pena. Ele volta pro ostracismo dele (no meu mundo) e eu faço meu texto com parágrafos, e trago a discussão pra um ambiente menos preconceituoso.

Excetuando-se aí minhas reações catalãs a pessoas que já chegam com o pé na porta, julgando “meu mundinho”.🙂 Aí eu sou meio malcriada mesmo.

1/2 Carolina Mendes

15 de April de 2011

Quando inventarem timbre pra escrever eu vou achar ótimo. Mas viu como é fácil rotular alguém que diz/faz/pensa diferente? Estereotipar é hábito (evolutivo?) humano. Tá no dna. rs

Bruno M

15 de April de 2011

Vou usar um argumento de criança, mas que se aplica.

Vc que começou brigando.

E me chamou de irritante.

1/2 Carolina Mendes

15 de April de 2011

Se você classifica qualquer contraponto ao que você falou como “defender o tal moço”, de repente eu não preciso mesmo. Eu até leio o blog dele (quando fala do Flamengo), mas não concordo com muito do que ele diz. Especialmente no que tange a postura dele com relação a homossexualidade, eu acho bastante rasa. Aliás, também acompanho o blog do Capelli, que, pelo twitter, linkou este post seu. No mais, acredito que o que me irritou mesmo tenha sido o tom professoral. Até concordo com alguns pontos, mas não tava com vontade de fazer fichamento. Enfim, boa sorte com a vida. Se metade do que tá no teu perfil é verdade, acho que não somos tão diferentes quanto você gostaria. Abraço.

Bruno M

15 de April de 2011

Tudo que tá no meu perfil é verdade.

Meu comentário respondeu ao tom agressivo do seu comentário.

E até onde minha dislexia permitiu, parece sim que além de discordar, vc defendeu o moço.

Gosto do Flamengo.

Bjo

1/2 Carolina Mendes

15 de April de 2011

Cara, honestamente, no mundo perfeito que você acha que vive o cara seria fuzilado, né? Acredite, a postura dele é um avanço em termos de preconceito pro brasileiro médio (especialmente leitores de blogs de futebol). Preconceito todo mundo tem. Lidar com os próprios preconceitos é extremamente complicado pra alguns. “Tolerar” é um começo. Eu tenho amigos e alguns são gays, isso não me faz sentir especial. Alguns desses tem nojo de mendigo e não falam com o vendedor de caneta da Praça XV (no Rio). Tem outros com pensamentos tão reacionários quanto o do Bolsonaro com relação a temas como segurança pública e política social. É de cada um. Cada um na sua, trabalhando seu mundinho pra ver se encaixa no mundão de fora. Demonizar figuras por suas opiniões é um erro. Apontar o dedo pra turba histérica vaiar e xingar me parece bem pouco digno, seja lá quem for o autor do gesto. E você foi mais irritante do que didática, pela postura adotada no texto. Vou tentar acompanhar outros textos pra ver se desfaço essa impressão inicial. Boa sorte pra nós dois.

Bruno M

15 de April de 2011

Precisa não, pode me achar irritante.

Fico até mais tranquila que alguém que defende o tal moço, me ache irritante.

Sinal de que tá tudo em ordem.

1/2 Carolina Mendes

15 de April de 2011

Uma coisa que as pessoas precisam compreender é que homossexualidade nunca foi escolha, opção, indução, ou qualquer outra coisa que não a expressao de sua propria codição sexual.
Nao se aprende a ser gay.
Os pais nao podem desejar um filho hetero, porque isso nao é de sua escolha e não está sob sua ingerência. E nem da dos filhos. É condição de exercício da própria sexualidade e independe, inclusive, de aceitação. Óbvio que ser aceito é melhor, mas nao muda a sua própria condição, entende?
Eu queria muito compreender o que pode influir na pessoa do outro o tipo de afetividade que este sente, se não for ilegal, é só o que o ele sente e ponto.
O engraçado é que as pessoas resistem a tolerar o outro, quando ng tem o direito de julgar a afetividade de outrem.
É SÓ uma questão de respeito.
Beijos, Carolina, minha filha, concordo com quase tudo que escreveu!

renata

15 de April de 2011

Oi Renata,

Respeito e gentileza, cordialidade.

Concordo em muitos pontos com vc.

Bjo.

1/2 Carolina Mendes

15 de April de 2011

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