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Vigie e relaxe

17 de March de 2011

Sabe, eu nunca fui muito de terapia. (Na verdade ainda não sou.)

Meu jeitinho. Não acho que terapia funcionaria comigo. Simplesmente, não funcionaria porque eu não acredito.

Parece que é necessário que exista uma predisposição de se aceitar o processo pra que funcione.

Não confio. No método, no terapeuta, na eficácia. Sim, eu sei que é babaquice, mas não rola.

Ok, agora vem a parte em que eu desfilo minha coletânea de siglas e diagnósticos, sim sou uma pessoa “desajustada”. Hoje não tomo mais nenhum remédio, mas já tomei de tudo um pouco, e engordei. Até que comecei a cicatrizar, ou a medicação funcionou e me tirou do circulo de depressão, apatia, agressividade. E eu pedi pro meu psiquiatra pra tentar viver sem remédios.

Ficar sem remédios foi um processo lento e que em muitos momentos parece má idéia. Mas prefiro. De cara limpa e sempre atenta, vigiando meus demônios. Todos temos, maiores ou menores. Bom é conhecer e ficar de olho neles.

O lindo do Leonard Cohen cantou:

Soe os sinos que ainda podem ser tocados/Ring the bells that still can ring
Esqueça sua oferenda perfeita/ Forget your perfect offering
Existe em tudo uma fissura/ There is a crack in everything
É por onde a luz entra./ That’s how the light gets in.

Prefiro minha cabeça funcionando 110%. Mesmo sabendo que é cansativo, e desgastante. Eu sou meio demais pra mim mesma. Tá dando pra entender?

Por todas essas questões, eu penso muito a respeito dessa onda atual de deprimidos e medicados.

Acho que a gente sofre mesmo é de medo e solidão. Todo mundo muito sozinho e com medo de assumir que a gente não sabe muito bem o que fazer. Difícil ser só pessoa no mundo que bombardeia a gente o tempo todo com padrões publicitários de perfeição. E não é só a gostosa descolada beberrona do comercial de cerveja. É também a mãe perfeita, esposa dedicada do comercial de margarina, e o homem de negócios bem sucedido dentro de um carro de bacana.

Gente, tá tudo bem. Tá tudo bem se você não entrar na lista da Forbes. Se não for campeão em tudo. Se seu casamento não durar a vida inteira. Longe de mim defender gente que desiste no primeiro tropeço. Não é pra desistir, nem pra traumatizar pra sempre.

Excetua-se aí quem tem um desequilíbrio químico GRAVE.

Num dvd da Lauryn Hill (amo), ela antes de começar uma música (não lembro) fala sobre o alívio que seria de a gente parasse de encolher a barriga e relaxasse. No lugar de recriminação, as pessoas se entreolhariam e sorririam “Ah, você também tem uma?”.

As pessoas são só pessoas, imperfeitas e deliciosas.

AMO este filme “A chave do sucesso”. Amo essa cena:

*Depois com tempo eu prometo que transcrevo, traduzo e publico. Vale.
** Este texto saiu de uma conversa com o autor deste texto.

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comments

Viver a 110% ou mais mentalmente só se transforma em problema quando a concentração encontra alguma insegurança. Se essa palavra não representa nada para você, terapia é disperdício.

Ricardo

25 de March de 2011

Não sei se é isso, mas não trabalho com terapia.

1/2 Carolina Mendes

25 de March de 2011

fabiano

22 de March de 2011

Fabiano seu lindo, saudade de vc!

1/2 Carolina Mendes

23 de March de 2011

Cheguei até aqui via teu blog no R7, sobre o BBB, e já havia lido outros posts teus aqui, antes desse meu comentário. Gostei do que li, assim como gosto do que escreves sobre o BBB também. Talvez, quem acesse o outro blog goste tanto da “zoação” com as fotos quanto das palavras que transmitem uma reflexão diferenciada.. Sei lá, só queria dizer que uma coisa não exclui a outra, eu gosto de rir com as fotos do BBB e gosto de pensar nas palavras, gosto de ler livros sobre diversos temas e de escrever tb.. So, talvez muitas outras pessoas também gostem e assim acessem teu blog mais vezes, mesmo passando primeiro pelo R7. Parabéns pelo Blog Carolina!!

21 de March de 2011

Puxa, obrigada.

Uma maravilha não ter que escolher. Gosto de fazer piada e gosto de escrever coisas que podem fazer o leitor pensar.

1/2 Carolina Mendes

21 de March de 2011

Tirando a parte da terapia, me identifiquei p/ caramba!! Lindo seu texto! bj

Regiane Melnek

18 de March de 2011

Força Carol!
Lidar com as nossas “imperfeições”, seja da cabeça ou do corpo não é fácil. De cara limpa, longe dos remédios é mais difícil, mas conscientiza a gente. Tô no mesmo caminho. Beijo!

danuzza

17 de March de 2011

Eu acho super válido fazer isso. Acho que se olhar de frente é muito melhor que do maquiar o que, na verdade pode ser lindo.
Te apoio nessa, amiga. Me preocupa toda essa geração…a vida é bem melhor do que o que eles fazem parecer.
Bom saber que você decidiu lutar direito.

Beijo

Mercedes Gameiro

17 de March de 2011

Isso msm Carol! Se aceitar faz parte de uma caminho doloroso mas é necessário. Não se pode confundir aceitação de si com a acomodação inerente em mtas pessoas por ai! Não é pra simplesmente se aceitar como pobre e não fazer por onde ter uma vida melhor. Não é vestir a carapuça e se fazer de coitado pq ai tbm não vale! Os desafios dos “se não” nas nossas vidas são quase cotidianos e apender a lidar com eles é o gde segredo da vida! Não é necessário provar nada pra ninguém a não ser a vc msm! Adoro seu blog! Bj

Carolina Araujo

17 de March de 2011

Legal seu blog…é isso mesmo com 24 anos me aceitei como pobre, como mais um, e ser mais um não significa não ser ninguém, quando se aceita como vc é a gente se liberta.

thiago samuel da silva alves Silva Alves

17 de March de 2011

Muito bom!!!

Marcelo Vitorino

17 de March de 2011

Adorei…
Ao contrário de vc acredito na terapia e na forma de como ela nos ajuda e nos encontrarmos dentro de nós mesmos… mas depois de um longo tempo de medicamentos tb prefderi ficar sem e me manter sóbria neste sentido digamos assim, e a forma que consegui me manter sem remédios e sem voltar para eles foi com a terapia, mas concordo com vc tem de haver uma predisposição ou então realmente não funciona.

Se tenho um coisa que posso te dizer é que sinto que vc se cobra mto por causa do peso… relaxa garota… vc é super inteligente e tem um dom pelo qual eu busco de verdade… saber escrever bem… acho se vc quer emagrecer por vc mesma é valido, mas não se sacrifique pra entrar nos padrões vc não precisa disso. bom enfim por hj é só…

Dani Cunha

17 de March de 2011

Ao contrário de vc, acredito sim em terapia. O negócio é que a gente fica procurando alguma saída e acho essa, uma boa. O fato de “falar” daquilo que te faz mal, em si, ja se torna uma elaboração; uma possibilidade clareza interna. Penso assim.
Abraços.

Ed Mendes

17 de March de 2011

Excelente. O mundo dita as ordens e a gente quer seguir os padrões pra ser aceito, fazer parte. Uma hora, nada disso vai fazer sentido, ser aceito pelos outros não é tão legal quanto parece, ser aceito pela gente mesmo é o que vale, mas até entender isso, a gente vai batendo cabeça por aí.

Beijo.

OBS: Ja relaxei a barriga faz tempo, nem ligo mais.

Hugo Guimarães

17 de March de 2011

Adorei essa frase: “Eu sou meio demais pra mim mesma.”

Matheus Tapioca

17 de March de 2011

tu parece tão inteira nesse texto. coisa linda isso!

Cíntia Moraes

17 de March de 2011

1 notes

  1. Transcrevi e traduzi | reblogged this and added:

    […] do texto de ontem, do filme A Chave do […]

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