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O filme do Cisne

25 de February de 2011

Consegui ver: O discurso do Rei, O Cisne Negro e Bravura Indômita.

Podem reclamar mas gostei mais do meio chato/meio genial Cisne.

Sim, depois de 15 minutos de filme você de fato olha o relógio e se espanta que passou tão pouco tempo.

Sim, a camêra acompanha a protagonista nas cenas de dança e dá um pouco de faniquito o chacoalha- chacoalha.

Sim, as “alucinações” são nojentas e perturbadoras.

Sim, Natalie merece o Oscar.

Sim, Mila Kunis e Natalie se pegando parece perigosamente excitante.

E isso prova que o filme funciona. Que tudo está no lugar. Me atrevo a dizer que é um filme que está anos luz a frente dos outros dois que eu vi.

E afirmo sem medo: o filme é o balé. Ela é o cisne/ virgem encantada. O espectador que depois do filme, tem como dúvida maior se os acontecimentos fantásticos acontecerem, e se o filme é ficção científica ou não, não entendeu. A história de Nina é um fábula. Da obstinação dos artistas em busca da perfeição, da ruptura que a genialidade impõe com a realidade comum das coisas. Não faz diferença o que aconteceu ou deixou de acontecer.

Se ela morreu no final? O cisne morreu no final? A obra atingiu a perfeição?

Gente, menos novela, menos Paulo Coelho, menos “Quem roubou o meu queijo” e mais ópera, mais balé, mais Fantasia. Mais quadrinhos, mais brincadeira de mágica, mais contos dos irmão Grimm. Eu sei que vocês conseguem.

Meu conselho é: assistam O Cisne Negro até saírem do cinema com perguntas a respeito da complexidade da natureza humana. Sobre o mistério que faz de alguns de nós gênios predestinados a perfeição, a qualquer preço. E se isso é fraqueza ou qualidade.

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comments

Até que enfim alguém traduziu meus pensamentos…

Daniela

26 de February de 2011

Rs rs rs rs… bjo.

1/2 Carolina Mendes

27 de February de 2011

Arte tem que fazer perguntas, o espectador cresce ao ser confrontado com essas perguntas e o artista, mesmo perguntando, não espera nem procura uma resposta, pois é o questionamento e a dúvida que o transformam. Todo mundo ficou acostumado demais com suposta arte enlatada em forma de entretenimento, então não entende mais isso nem quer se sujeitar ao confronto.
Um artista fechar sua obra com uma resposta é o equivalente àquela mãe que corta o bife do filho de dez anos.

Du

25 de February de 2011

Acho engraçado tamém as pessoas contestarem a veracidade do que é narrado. Como se fosse razoável dizer: Superman é um filme legal, mas eu duvido que alguém voe.

GENTE, não é BBB.

E a humanidade vai ladeira abaixo. Cada dia mais sem graça.

1/2 Carolina Mendes

25 de February de 2011

Sou uma iniciante, e sempre serei. Não gosto de filmes sem fim, em que eu saio imaginando o que realmente aconteceu e se realmente aconteceu. Mas este filme, apesar de se encaixar nesta minha singela categoria de filmes-sem-fim, me agradou, e muito. Ele provoca, assusta, perturba. E Natalie Portman, convenhamos, está genial!

Maria Laura

25 de February de 2011

Achei que ela tá tão bem que eu não sei se consegue superar isso.

Todos torcem.

1/2 Carolina Mendes

25 de February de 2011

Achei sua crítica estranha porque começa observando as fraquezas da produção com qualidade, mas elas são abduzidas de forma que no final seu texto vira um elogio cego à obra. Cisne Negro é um filme brega pois é uma circunvolução sobre temas artisticamente gastos (artista que “se transforma” no próprio papel? Poupe-me!) e a visão de apenas duas dimensões de Aronofsky sobre as mulheres: frígida ou femme fatale. Estaria bom apenas se fossem papéis femininos de filme pornô. Mas talvez mulheres mereçam nuances mais delicadas.

Melo Franco

25 de February de 2011

Venho por meio desta resposta, mui respeitosamente, discordar.

Gostei do filme.

E pra esclarecer, não é uma crítica. Só uma dica de cinema e um comentário sobre a reação das pessoas.

Bjo!

1/2 Carolina Mendes

25 de February de 2011

Assisti a esse filme por duas vezes, e gostei muito. Uma obra prima.

Hugo Guimarães

25 de February de 2011

Do que eu vi, concordo.

1/2 Carolina Mendes

25 de February de 2011

Enfim, algo inteligente sobre o filme. Assino embaixo. O moleque que sentou ao meu lado no cinema não entendeu nada e reclamou do filme o tempo inteiro. Quase perdi a finesse. Esse filme não é pra iniciantes.

Nem pra crianças, que os pais inacreditavelmente levaram à sessão… na certa, com seu cérebro de ervilha, pensaram que era um filme “de balé”. Pode?

E quero esse pôster! Bonito, não?

Gabriel

25 de February de 2011

No elevador tinha 2 mulheres e um sujeito debatendo se eram alucinações ou não. E dizendo que tanto sangue era desnecessário. Acho triste. Impressão que eu tenho é que não muita gente entendeu.

1/2 Carolina Mendes

25 de February de 2011

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