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Frangalhos

6 de August de 2010

Texto publicado originalmente no @OléOlébr

São paulinos, sejam fortes. Falo como uma de vocês, falo com amor e falo como cria de um lar em frangalhos.

Acalmem-se torcedores da lusa, meu amor mais antigo e mais doído não afeta em nada o que eu sinto pela romântica e receptiva Portuguesa. Este post é um desabafo de alguém que sofre.

Perdemos ontem, vencendo, pelo saldo de gols fora de casa. Perdemos pela incompetência de um time que cresce em casa, cresce na sua competição favorita, com a torcida inflando egos, gritandoo e empurrando um time manco, côxo e cheio de heróis que mais que o peso do tempo, estão sentindo nos ombros o peso das consequências de seus atos. E eu não falo apenas dos homens em campo.

O gol que não fizeram quando deviam, o esforço que não aconteceu, a garra e o tesão que empurram os jogadores, mesmo quando não estão em casa, mesmo quando a torcida que grita é a adversária, mesmo quando o universo conspira contra.

Heroismo vem do triunfo na adversidade.

Não sinto lá muita simpatia pelo “burro com sorte”, Rogério Ceni. O homem que treinou compulsivamente cobranças de falta, até ter isso como diferencial. Rogério, você pode dominar a técnica, você pode aperfeiçoar o chute, mas você não pode simular um coração de leão. Fúria, sangue nos olhos não são características inatas.

Não entendo tecnicamente de futebol, mas entendo de gente, entendo de medo e entendo de cicatrizes. Ontem eu torci por um time de feras que lambem feridas que o corpo fechou mas o coração não esqueceu. Eu torci por um time que cresceu, que brigou, que tentou. Um time que parecia estar tentando mostrar serviço, pra impressionar o chefe e tirar o seu da reta.

Amamos o SPFC, assim como todos os torcedores, apesar de. Só que meu amor não entra em campo, meu amor não faz gol e meu amor não compensa a falta de amor que vocês, diretores, dirigentes, jogadores e comissão técnica sentem. É romantismo? É. Futebol virou um negócio? Sim. Mas não se esqueçam que é a torcida, o espetáculo que vende patrocínio. Não só a audiência da Globo.

Seu choro Rogério, e sua atitude previsível e desesperada nos minutos finais, me pareceu o choro de um homem que trai, que erra, que falha com a mulher amada e na hora da perda chora com mágoa e dor verdadeira. O choro é real, só que ele chora mais por sí do que pela dor que causou.

Sim, eu amo o São Paulo, e não, eu não desculpo o São Paulo.

Espero que sirva de lição.

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comments

uhahuahuauhauhahuahua. uhahuahuahuahuahahahuha. se fosse de um homem eu iria falar q viadinho… ahuahauauhahuahu. enfim, uhahuauhahuahua.

Ricardo

6 de August de 2010

Sempre bom agradar.

1/2 Carolina Mendes

6 de August de 2010

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