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Zombieland

2 de June de 2010

A idéia do Estado injetar nas minhas veias algo, que até bem pouco tempo atrás eu nem sabia que precisava, é bastante desconfortável pra mim.

Eu sei que parece paranóia de nerd que assistiu one too many filmes sci-fi, mas não exatamente confio, e conto com a competência, presteza e bom mocismo da máquina estatal.

Estava decidida a não tomar a vacina, até que ouvi que hoje era o último dia.

Sou desse tipo de pessoa que quase clica em spam de “Vc foi sorteado”, nunca ganhei nada, nunca fui sorteada, nunca achei uma moeda na rua, nunca recebi a maior fatia de pizza. Se há sorte, soy esquecida. Tomar a vacina de graça, mais que um direito, pareceu uma boca-livre.

Pois bem, fui bombardeada pelo Twitter (gente pró e gente anti vacina), meu irmão me chamando de gorda burra, e uma prima que disse que a gripe suína vai matar mais que o nazismo.

Como sempre o golpe final veio dela, mamis:
“Eu não vou insistir, mas saiba que eu ouvi uma historia de uma fulana que teve gripe h1n1 e passou dias na cama, sem conseguir ir ao banheiro, fazendo as necessidades no lençol, ardendo em febre e chorando de dor.”

Nem precisa insistir, néam?

Considerei sinais de que era boa idéia tomar a vacina:

Rua Domingos de Moraes 1947, posto de saúde da vila Mariana. Fila pra pegar o “protocolo” gigantesca. 12 minutos até ser atendida. “Protocolo” é a palavra que eles usam pro papel jornal nonde eles escrevem meu nome e minha idade. Sinto que o tal protocolo é uma forma de distrair as pessoas e dividir a multidão em fúria em 2 filas.

TODO o tempo em que eu fiquei nas duas filas (protocolo e vacina propriamente dita) uma velha pentelha pra caralho senhora resmungava “Isto é Brasil, assim tratam os aposentados”.

Pooooxa, é o último dia de vacinação, eram 4 da tarde e todo mundo resolveu tomar a tal vacina. Evidente que vai ter fila, né?

Enfim, quase arreguei. Sério, até a agulha entrar no meu braço eu pensei em fugir, mas tomei a vacina \o/.

Superados os contratempos, me declaro: De maior, vacinada.

Seguinte: de agora em diante espirro em lugares fechados. Os não vacinados que se virem.

Só espero que eu não vire um zumbi.

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