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Quando o copo está "1/2 vazio"

3 de May de 2010

Se conheceram em uma festa, ela bêbada, ele mal intencionado.

Conversas, gracinhas, saíram juntos da festa pra casa dele. Ela disse que não fazia esse tipo de coisa, ele foi espirituoso e prometeu se comportar. Fumaram, beberam mais, ouviram música, conversaram. Ela saiu já era dia, já era hora de ir trabalhar.

Passou dias arrependida de ter subido até o apartamento dele, imaginando o que ele estaria pensando, e no desperdício de bom karma tinha sido conhecer um sujeito tão legal e estragar tudo sendo um bêbada falastrona.

3 dias depois, ele ligou. Marcaram um café na sexta, o café virou jantar, o jantar virou uma balada. beberam dançaram, deram risada e se beijaram. Domingo foi até a casa dele, viram filmes, conversaram, se beijaram mais.

Jantares, baladas, conversas, cinemas, sexo. Tudo corria bem tirando algumas pequenas falhas, “superáveis” ela pensou. Algumas brincadeiras meio grosseiras, alguns furos. Mas ele seguia aparecendo, seguia ligando, seguia interessado. Ela seguia tolarante, arrumando desculpas, arrumando tempo, alugando dvds.

Ouvia histórias de relacionamentos passados, dos motivos de separação, a postura dele. Discordava mentalmente de quase tudo, entendia o lado das ex mulheres, mas ficava calada. “As pessoas mudam”, “comigo seria diferente”, “jamais me sujeitaria”… O fato é que se sujeitou, foi criando justificativas e inventando prós numa relação que ia se enchendo de contras.

Em dada sexta feira, tinham marcado de ir a uma festa, ela ligou pra saber que horas deveria estar pronta.

-Meu carro tá na revisão, vc se importa de vir me buscar?
-Não, claro, te pego.

E assim foi, na hora marcada ela chegou, ele atrasou mas nada que fosse motivo pra ela se aborrecer. Foram pra festa. Na porta, não viram manobrista. Ele se adiantou e disse: “Bobagem os dois perderem tempo procurando vaga, fazemos assim, eu entro na festa e vc vai parar o carro sozinha”. Era a gota d´água, ela sorriu, esperou ele descer deu meia volta, voltou pra casa e nunca mais se viram.

Ou é oq ela gosta de contar, arrancando risadas e e indignação. Sucesso em jantares, bares e reuniões íntimas.

Na verdade, ela parou o carro e voltou pra festa.

O rompimento definitivo aconteceu algumas semanas e muitas grosserias depois, ela com alguns hematomas, ele levando um tapa na cara.

Moral de história? Não tolerar grosserias, evitar a quinta caipirinha.

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comments

aconteceu comigo. e demorei 2 anos pra apagar a luz. hoje, por coincidência botei uma referência no blog…

sonia alves dias

9 de May de 2010

Importante é que conseguiu apagar. Nunca é tarde demais pra colocar um ponto final.

Bjo!

1/2 Carolina Mendes

9 de May de 2010

É… essas coisas são… complicadas. Digo, sobre o passado que parece te acompanhar pra sempre. E sobre o que a gente quer mesmo sabendo que vai dar em merda.

É a vida, eu acho.

Dids

6 de May de 2010

Acho que é oq a gente acha que quer, mas nem quer tanto assim…

Mas se obriga a aceitar.

1/2 Carolina Mendes

6 de May de 2010

1 notes

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