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Rocker chick à queimaroupa.com

5 de August de 2009

Via Twitter, Felipe Almeida me convida para ser colaboradora do www.aqueimaroupa.com, flattering mas um pouco assustador.

Clube originalmente masculino, sobre musica e cultura pop, que entrevista e cobre eventos que eu sinceramente não conheço (ainda). Justamente por isso aceitei e achei interessante. Serei o estrogênio e a loira burra de vocês, se vocês me aceitarem. Provavelmente vou errar muito, ser avacalhada, mas a longo prazo vamos nos divertir. Diversão eu garanto, sem rímel a prova d´água.

Rock´n´rolla style.

Nada mais justo que nessa primeira aventura escrever sobre uma das minhas musas, Nico.

Sempre amei rock e artes, sem talento pra música e um cérebro bem desocupado estudei e acabei virando curadora e galerista. O rock continuou flertando comigo e amarrar esses assuntos sempre me maravilhou.

Entra aqui Andy Warhol. O cara de cabelo estranho que freqüentou o Studio 54, pintou o retrato pop de Marilyn e criou em um prédio de NY um território livre para cultura e arte. TODA cultura e arte.

O prédio, chamado de Factory, reuniu durante um breve período uma lista inacreditável de personalidades da cultura do século 20, a cultura pop urbana que nos influencia até hoje. Na Factory, circulavam modelos, atrizes e cantoras, “factory girls” a mais famosa delas era Edie Sedgewick, a minha preferida, Nico.

Christa nasceu na Alemanha e foi rebatizada como Nico pelo próprio Warhol, anagrama para ICON. Ela é meu ícone. Não só meu, Dylan encantado compôs uma música pra ela, Brian Jones produziu “I´m not Sayin” e o Velvet Underground a aceitou como “girl on the band”.

Não só a garota da banda, mas a garota de Lou Reed.

Ok, meus meninos não são o Velvet Underground, não se faz mais rock de protesto com qualidade, nosso maior artista é Vick Muniz e as pessoas insistem em pendurar tralhas no teto do prédio da Bienal e chamar de arte.

Mas a mensagem é atual, útil e serve de lição as mulheres. Podemos freqüentar o mundo masculino, lindas e loiras, fazer rock sem gritar, amar, experimentar, pensar e sofrer. Todo o resto é bullshitagem.

Não aceitamos bullshitagem, certo Nico? Não nós, “Funny Valentines” do rock.

Doces musas e “Femme Fatales”

Somos a insignificância histórica que faz toda a diferença. Dormimos com o poder, flertamos com a marginalidade e acordamos igualmente frágeis. Não precisamos de nada além dos olhos expressivos delineados com preto.

Welcome to our world.

Nico na wiki: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nico

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