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Família Real + G7sus4

17 de June de 2009 , ,

Morreu entre os passageiros o príncipe X Orleans e Bragança, 4° na linha sucessória do trono brasileiro. Só eu vejo surrealismo nessa sentença? Que catzo de Família Imperial Brasileira? Que nobreza é essa?

Ok, todos de saco transbordando de ouvir falar no avião da Air France. Prometo que não vou. Só usei o acidente pra explicar o raciocínio que segue a seguir. Obviamente resumido, simplificado e com retoques de deboche mas foi mais ou menos assim:

No começo de tudo, quando os caras barbudos ficavam por aí caçando mamutes, pichando cavernas e fazendo barulhos estranhos lá na Europa, era tudo uma zona. Eles viviam como os animais, em panelinhas que brigavam com outras panelinhas e seguiam em frente. Começaram a perceber que se usassem o mesmo som sempre pra obter determinada reação, o barbudo 2 não precisava esperar que o barbudo 1 fizesse a ação. Surgiu a linguagem.

Eles comiam, transavam, tinham filhos e estavam ficando ótimos nos truques pra pegar mamutes mas algumas coisas como o dia e a noite, a chuva e o frio eram um espanto e eles não entendiam o porque de nada disso. Apareceu um barbudo mais esperto que explicava com histórias mirabolantes o inexplicável, culpava os acontecimentos a criaturas invisíveis e forças ocultas dos céus, era o líder espiritual. Pra acalmar o pessoal o líder fazia mágicas que influenciariam essas forças e que teoricamente tranqüilizariam as coisas.

A mulherada da panelinha começou a ter filhos. Os filhos precisavam comer e eles perceberam que era mais fácil juntar plantas que davam frutas e grupinhos de bichos presos em um espaço reduzido que ficar procurando bichos e frutas por aí. Surge o detalhe que mudou tudo, plantar não é como caçar, alguém tem que organizar a coisa, apareceram os líderes e os cercadinhos. Senão os bichos fogem e as plantações são pisoteadas. Ou vem um pilantra que se faz de besta e fala que achado não é roubado…

Muito que bem, quem sentou a bunda em um lugar sem muito frio, sem muitos animais perigosos e com terra fértil ficou tranqüilo, foi se aprimorando e acabou produzindo mais comida do que a necessária pro seu grupo comer. o quê fazer com essa sobra? Obviamente que sobrava mais de um alimento que de outro, não só no seu grupo mas nos outros grupos também. Resolveram trocar.

E quem não tinha nada pra trocar mas tinha fome? Tentava tomar usando a força. As panelinhas tiveram que se preparar pra se defender, surgiram os “guerreiros”. Por outro lado, os invasores que ficaram com territórios não férteis ou eram expulsos dos férteis por grupos mais fortes ou pelo simples excesso de gente se aperfeiçoaram em invadir e saquear.

Os chefes das panelinhas vizinhas tiveram que se unir pra aproveitar as qualidades que tinham, compensar as fraquezas e tentar empurrar o pepino de ter uma fronteira inimiga pro vizinho do lado, mais longe possível dos seus cercadinhos. Pra evitar que essas alianças fossem perdidas com a morte dos caras que entraram em acordo (o pessoal não vivia muito nessa época), amigos começaram a casar seus filhos, formando alianças de território e sangue.

Essa era a Europa e desde o cabeludo que vivia na caverna até esses clãs se passaram milhares de anos. A organização funcionava até que os chefes asiáticos e africanos que tiveram que ser muito mais malvados pra conseguirem sobreviver em desertos, no frio e montanhas perceberam que ali se produzia coisa pra a beça. Aí os europeus tiveram que se ajeitar de um jeito ainda mais eficiente, e de brigas entre clãs pra conseguir a liderança de um pedaço de terra agora muito maior foram se formando os países.

Os nobres europeus descendem desses caras que por força, por terem terras, por serem ricos ou conquistarem inimigos, passaram a mandar no tal berço da civilização.

A coroa portuguesa é uma das mais antigas da Europa. Portugal, um dos primeiros países a virar um país. Só que Portugal é uma merdinha minúscula, que fica na beira do Atlântico e do mar Mediterrâneo, no bico da Europa e ganhou muita grana basicamente muambando coisas de fora pro resto da Europa. Como acontece até hoje, o olho cresce e não só os fornecedores começaram a querer ganhar mais como os Portugueses quiseram vender pra mais gente. Depois de estudar resolveram facilitar as coisas e ao invés de passar as muambas por terra e ter que pagar pedágios ou sofrer ataques, seria beeem mais fácil levar pelo mar. E lá foram os portugas birutas nos barcos…

Eis que depois de um porre, um baseado, uma tempestade, um babaca que leu a bússula errado os caras descobriram não um caminho novo mas um lugar novo. Muito espertamente alguém deduziu que deveriam existir mais lugares novos; mar afora. Navega que navega, descobrem a América.

Outro pais europeu, que passou mais ou menos pela mesma coisa foi a Espanha e com muito pouca diferença, também bateu aqui. Pra não dar briga, sentaram no bar pegaram uma régua e com um traço dividiram o mundo. Resolvido? Ainda não.

Verdade, tinha uns índios meio bobocas por aqui, que perceberam, assim como os barbudos, que era mais fácil plantar e criar animais (mas só produziam o quê consumiam) aí os espertalhões portugas roubaram a beça, plantaram a beça e como bônus ainda podiam dar terras no Brasil como regalia pra gente que era melhor ter longe do que perto. O Brasil virou uma terra de oportunistas.

A esperta Inglaterra, que como era uma ilha teve que aprender a construir navios bons pra caralho, não tinha muitas terras mas dava uma dominada nos mares por aí. Fazia fretes em troca “podrutos”, ou ouro, e acabaram juntando muito ouro. Se eles tinham armas, dinheiro e navios porque não querer mandar mais que os portugueses e espanhóis? Fez-se a zona, europeizada brigando. Amigos dos dois primeiros e amigos da Inglaterra.

Os portugas e espanhóis fodidos, católicos, tinham esperanças de que a Igreja (evolução e organização do vidente/ paranormal/ bruxo/ profeta do pessoal lá do começo) segurasse a bucha com a Inglaterra mas os ingleses aproveitaram a desmoralização dos religiosos e a loucura do rei fanfarrão deles (Henrique numero 8 que queria poder ficar trocando de mulher) e romperam com a Igreja Católica. Criaram a igreja deles e partiram pra cima aproveitando o biruta do Napoleão que num surto de Cérebro, queria dominar o mundo.

Com medo, os nobres portugas que já tinham o Brasil nas mãos, fugiram pra cá. Mesmo que os ingleses invadissem Portugal, se o rei não estava lá, não podia ser derrotado. Espertos, não? Na verdade médio. O Brasil funcionava bem como filial portuguesa mas não tinha estrutura pra ser matriz. Mudanças tiveram que ser feitas e manda-chuvas substituídos. Lembra que os caras que vieram parar aqui pq não eram lá muito bacanas?

A situação da família real por aqui não era muito confortável, e assim que puderam voltaram, pra Europa. Mas deixaram por aqui um tal de Pedro. O Pedro gostava no Brasil e da farra. Tentando ficar por aqui, agradar os espertalhões e fugindo da bucha que era Portugal, proclamou a independência e se declarou Imperador do Brasil. Claro que deu um bafafá e que os poderosos locais continuariam os mesmos, tanto que em um caso único o Brasil ficou independente mas continuou uma monarquia. Os portugueses ficaram putos por perder a mamata e pediram ajuda pra tão poderosa Inglaterra que obrigou o Brasil a indenizar os portugueses. Independência oficializada.

Confusão vai, confusão vem, o autoritarismo da monarquia deixou de ser interessante e mais uma vez, movidos por brigas e interesses políticos, proclamamos a república. Aí ficou o pepino: que fazer com os nobres que governavam? Em Portugal, depois de tanto tempo o trono já tinha sido ocupado e ter 2 reis não rola. Decidiram então que a família real que sobrou poderia ficar com participação sobre as transações imobiliárias de Petrópolis (onde moravam) e caso a monarquia voltasse a existir, o sucessor do segundo Pedro poderia usar a coroa. O tempo passa e a família foi aumentando, cada vez mais gente herdeira desse legado do segundo Pedro apareceu. Pra não dar cagada, chegaram a um acordo onde um ramo da família ficava com a grana dos negócios imobiliários feitos em Petrópolis e a outra ficava como única herdeira real do trono.

O cara que morreu no avião é da parte da família que ficou com o trono. Não “o” cara. Ele era o quarto. O Brasil teria que voltar a ser monarquia e o numero 1 assumir. Esse número 1 morrer e deixar pro numero 2, o número 2 morrer e deixar pro 3. Aí sim, se esse cara morresse assumia o falecido.

Mais fácil cair um avião do que isso acontecer. E a imprensa por aqui noticiou como se fosse o herdeiro direto da rainha da Inglaterra que tivesse morrido. Como se a família dele aqui estivesse desde o tempo dos barbudos, e brigado pra organizar as coisas aqui. Família Imperial de um pais de 500 anos, que nasceu de um mapa em cima de uma mesa, dividindo o mundo em 2 por malucos prepotentes? Era só o que faltava. Se bobear, pra alguém assumir como Imperador por aqui teriam que comprar um trono. O dos portugas que se esconderam aqui, deve ter voltado pra lá com a riqueza na mudança. Gozado né, a porra da corrupção não levaram de volta. Levaram o trono, que deve ser usado por lá na cabeceira da mesa da cozinha. Se tanto.

Se volta a monarquia, o que eles merecem é sentar numa cadeira de boteco da Brahma e colocar o cacho de bananas na cabeça. Acorda minha gente…


Atualizada a lista “Assista o filme, leia o livro, ouça a trilha”

A Hard Day´s Night (1964) Foi o ínicio da incursão dos Beatles pelo mundo do cinema. Depois da loucura que seguiu a aparição deles no Ed Sullivan Show, aquele som, aqueles rapazes, aquela excitação reprimida desde o final da segunda grande guerra. A Hard Day´s Night é um filme absurdo e surreal uma visão do poder do fanatismo juvenil. A trilha sonora inclui a música-título e mais seis classicos do Fab four.

Clique aqui para assistir a parte 1, histórica as partes seguintes vc encontra no próprio YouTube em vídeos relacionados, recomendo fazer o esforço de assistir, e assistir em HQ.

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comments

Andressa, sempre uma delícia receber elogios mas não exageremos, nada de extraordinário por aqui.Bjos!!! Volte sempre.

Carolina

28 de March de 2010

Anonimo deve tá com ciuminho…É a primeira vez que eu leio seu blog, e simplismente amei, estava eu fazendo meu trabalho de historia sobre a nobreza no brasil colonia procurando, procurando achei seu blog, um dia eu quero escrever assim *–*, rs.mais como diz um de meus professores, agente só aprende a escrever bem lendo e é claro escrevendo, saiba que a partir de agora seu blog sera uma de minhas fontes de leitura sobre coisas interessantes, acho de suma importancia que existam coisas assim disponiveis a todos, seus textos alem de otimos estão carregados de uma visão de mundo inteligente, isso ispira uam estudante.Parabens Carolina.

* Andressa *

27 de March de 2010

Oi anônimo, não sei se voce vai ler mas… Na verdade nossa independencia foi liderada pela coroa portuguesa comprado por outras coroas que tbem estavam perdendo colônias… Qto a mesada, houve uma ruptura dentro da família, 1 parte ficou com um parte dos impostos sobre transações imobiliárias em Petrópolis e outra (inteligentissíssima) resolveu preservar o direito de sucessão e governo do país caso a monarquia volte a ser o sistema de governo. Na próxima, se tiver paciência, deixe um contato, não é sempree que consigo responder comentários no mesmo dia em que são feitos… Bjo!

carolina

25 de June de 2009

Estude um pouco q vc descobrirá que ironicamente nosso processo de independencia foi liderado por representantes da coroa portuguesae , mais tarde os Orleans e Bragança receberam um direito constinucional que lhes foi concedido no inicio da republica do nosso paisinho… todos eles recebem uma fortuna de mesada que vc paga com impostos….não sei se vc sabe, mas esses inúteis são importantes sim!

Anonymous

22 de June de 2009

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